O Cheque Dentista foi uma medida proposta pelo CHEGA e inscrita no Orçamento da Região para 2026, com uma verba de um milhão de euros, destinada a garantir o acesso dos Açorianos a cuidados diferenciados de saúde oral.
No entanto, a implementação desta medida sofreu alguns contratempos e, na ilha Terceira, apenas seis utentes tiveram o seu processo aprovado até ao mês de Julho. Uma situação que foi abordada durante a visita dos deputados do CHEGA, Francisco Lima e Hélia Cardoso, à Unidade de Saúde da Ilha Terceira (USIT), tendo o Conselho de Administração explicado que a entrada em funcionamento do Cheque Dentista implicou a definição e operacionalização de um conjunto de procedimentos necessários à sua execução.
De acordo com o Conselho de Administração da USIT, este processo encontra-se agora numa fase de maior dinâmica, estando 91 pedidos de adesão em análise.
Os deputados do CHEGA consideram esta evolução positiva, mas defendem que é fundamental garantir que a medida chega efectivamente aos utentes e que os procedimentos administrativos e orçamentais não sejam um obstáculo ao acesso aos cuidados de saúde oral.
Durante a reunião foi também abordada a inexistência de entidades, de preferência privadas, que complementem a prestação de cuidados aos doentes da área da toxicodependência. Esta resposta é actualmente assegurada pela USIT, nomeadamente com a estabilização de doentes com recurso à metadona, no entanto, deverá ser complementada com outras respostas que permitam a reinserção e integração plena destes doentes na comunidade.
Neste âmbito os deputados do CHEGA ficaram a conhecer o projecto “Mente-Up”, desenvolvido pelos enfermeiros especialistas em saúde mental, em articulação com a equipa de saúde escolar, junto dos alunos do 10.º ao 12.º ano, que pretende dotar os jovens de ferramentas que lhes permitam compreender e lidar melhor com a ansiedade.
Os deputados do CHEGA consideram que esta iniciativa da USIT, pioneira e de elevado mérito, deve ser alargada às restantes ilhas da Região, de forma a garantir uma resposta preventiva e próxima na área da saúde mental dos jovens Açorianos.
Na reunião foi ainda abordada a questão da prestação de cuidados na área da saúde mental. Nomeadamente, o facto de ainda não ser uma realidade a existência de equipas de saúde mental domiciliárias – que permitem manter os doentes de foro psiquiátrico estabilizados e menos episódios de internamento – por falta de recursos humanos nesta área específica.
Angra do Heroísmo, 26 de Agosto de 2026
CHEGA I Comunicação
CHEGA PREOCUPADO COM IMPLEMENTAÇÃO DO CHEQUE DENTISTA
RELATED ARTICLES

