O Grupo Parlamentar do CHEGA Açores entregou hoje um requerimento na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores a solicitar um conjunto de esclarecimentos ao Governo Regional sobre a situação dos trilhos pedestres, homologados e não homologados, bem como sobre as condições de segurança existentes para residentes e turistas que os utilizam.
Na sequência da mais recente notícia que alerta para os riscos associados à utilização destes percursos, o CHEGA entende que se trata de uma situação que precisa ser esclarecida.
Os Açores afirmam-se como um destino de referência para o turismo de natureza, recebendo anualmente milhares de visitantes, pelo “que a segurança dos trilhos deve constituir uma prioridade absoluta das entidades públicas”, adverte José Pacheco.
No requerimento, os parlamentares pretendem saber quantos trilhos existem actualmente na Região, quantos se encontram homologados e quantos permanecem sem homologação. O requerimento questiona igualmente se existe um levantamento actualizado dos trilhos não homologados que continuam a ser utilizados regularmente por residentes e turistas.
O Grupo Parlamentar solicita ainda informação sobre o investimento realizado nos últimos cinco anos na manutenção e melhoria da segurança dos trilhos, as inspecções efectuadas, os critérios técnicos exigidos para a homologação, os processos actualmente em curso e os montantes previstos para os anos de 2026 e 2027.
O CHEGA pretende ainda saber quantos acidentes e operações de resgate ocorreram nos últimos cinco anos, quer em trilhos homologados quer em trilhos não homologados, bem como com a existência de zonas sem cobertura de comunicações que possam dificultar a actuação dos meios de socorro em caso de emergência.
A segurança dos utilizadores, a correcta manutenção dos percursos, a existência de sinalização adequada, zonas de escape, marcos de localização e acessos para equipas de emergência são outras matérias que exigem respostas concretas por parte do Governo Regional.
Para o CHEGA Açores, a crescente procura pelos trilhos pedestres exige uma estratégia clara de prevenção e de investimento. “Alertar para os riscos não basta. É necessário conhecer a dimensão do problema, identificar eventuais falhas na gestão da rede de trilhos e garantir que existem condições para proteger quem vive nos Açores e quem nos visita”, alertou o líder do Grupo Parlamentar, que entende que “se existem percursos amplamente utilizados que permanecem sem homologação, importa compreender se tal resulta de limitações técnicas, insuficiência de investimento ou atrasos administrativos”.
O CHEGA Açores continuará a exercer a sua função de fiscalização para garantir transparência na gestão dos recursos públicos e a protecção de todos aqueles que percorrem o património natural da Região.
Ponta Delgada, 3 de Agosto de 2026
CHEGA I Comunicação

