Disseram aos portugueses que vinha aí uma grande reforma do Estado Social. Falaram em combater os abusos, reduzir a subsidiodependência e colocar o trabalho no centro das políticas públicas.
Mas bastou conhecer os valores da Prestação Social Única para percebermos a realidade.
Em vez de caminharmos para o fim do Rendimento Social de Inserção, o Governo liderado por Luís Montenegro opta por aumentar o valor de referência desta prestação em cerca de 8,5%.
É esta a tão anunciada reforma?
Enquanto milhares de trabalhadores continuam a enfrentar salários insuficientes, enquanto muitos pensionistas sobrevivem com reformas que mal chegam para pagar medicamentos, renda e alimentação, o Governo decide reforçar um sistema que continua a premiar a dependência do Estado.
Perguntamos:
Os pensionistas tiveram um aumento de 8,5%?
Os trabalhadores portugueses receberam um aumento semelhante?
A resposta é simples: não.
Mais uma vez, PSD e PS demonstram que, quando chega o momento das decisões difíceis, seguem exatamente a mesma receita: mais prestações sociais, mais despesa pública e mais dependência do Estado.
Chamam-lhe Prestação Social Única para dar a ideia de modernização, mas a essência mantém-se. Mudam o nome, reorganizam os apoios e apresentam tudo como uma grande transformação. No entanto, aquilo que verdadeiramente salta à vista é que o sistema continua a privilegiar quem vive permanentemente dos subsídios, em vez de criar condições para que as pessoas encontrem no trabalho o caminho para uma vida digna.
O CHEGA Açores defende uma política completamente diferente.
Os apoios sociais devem existir para quem deles necessita verdadeiramente, mas com regras rigorosas, fiscalização eficaz e um objetivo bem definido: apoiar temporariamente quem está em dificuldade e promover a sua integração no mercado de trabalho, nunca transformar o subsídio num modo de vida.
A prioridade de qualquer Governo deve ser clara: valorizar quem trabalha, quem desconta, quem paga impostos e quem cumpre diariamente as suas obrigações.
Portugal não precisa de mais subsidiodependência.
Portugal precisa de mais trabalho, mais responsabilidade e mais respeito por quem sustenta o Estado com o fruto do seu esforço.
Já CHEGA de premiar a dependência enquanto se esquecem daqueles que todos os dias trabalham para manter este país de pé.
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