A deputada Hélia Cardoso disse hoje que os problemas na educação, nomeadamente a falta de docentes, é estrutural e não se resolve apenas com apoios pontuais monetários para os docentes que estão colocados em ilhas diferentes do seu domicílio fiscal, ou cujo domicílio fiscal se encontre a uma distância igual ou superior a 25 quilómetros da escola onde lecciona.
O CHEGA entende as questões apresentadas pelo diploma do Bloco de Esquerda – que acabou rejeitado -, no entanto, em Dezembro do ano passado foi aprovada uma alteração ao Regulamento de Concurso do Pessoal Docente da Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário nos Açores, “e já é dada uma majoração no apoio aos docentes, quando são colocados em ilhas e escolas carenciadas”.
Hélia Cardoso reforçou que “os apoios com verbas públicas têm de servir o sistema educativo, não para beneficiar A ou B”, explicando que em sede de Comissão Parlamentar constatou-se que apenas um docente concorreu ao apoio existente para a deslocação.
“Não é com dinheiro que vamos resolver este problema. Não é com dinheiro que vai aparecer uma casa ou novos docentes formados. Estamos perante um problema estrutural que não se resolve com medidas pontuais”, explicou Hélia Cardoso.
A parlamentar acrescentou, por exemplo, que durante uma década os docentes foram maltratados e a carreira deixou de ser atractiva, sendo agora necessário um investimento na própria carreira docente para que se possa transmitir aos jovens que ser docente é uma carreira atractiva, mas não com medidas pontuais.
Horta, 7 de Julho de 2026
CHEGA I Comunicação
FALTA DE PROFESSORES É PROBLEMA ESTRUTURAL QUE NÃO SE RESOLVE APENAS COM DINHEIRO
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