Apesar dos anúncios e das sucessivas declarações do Governo Regional sobre alegadas melhorias na cobertura de médicos de família na Região, continuam a chegar ao CHEGA relatos de Açorianos que enfrentam dificuldades para conseguir consultas, atrasos no acompanhamento médico e falta de resposta em várias ilhas da Região.
O Grupo Parlamentar do CHEGA entregou, por isso, um requerimento à Assembleia Legislativa Regional para exigir ao Governo Regional dados concretos sobre a situação dos médicos de família em toda a Região. Até porque, dados divulgados recentemente dão conta que cerca de 25% dos Açorianos não tiveram qualquer consulta de Medicina Geral e Familiar durante o último ano.
Os deputados pretendem saber o número de utentes sem médico de família em cada ilha, o número de médicos de família efectivamente em funções, os tempos médios de espera para consulta, as medidas previstas para garantir cobertura efectiva de médicos de família em toda a Região.
Para o líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, “o Governo Regional continua a falar de cobertura de médicos de família, mas cobertura no papel não significa acesso real aos cuidados de saúde. Um Açoriano pode ter um médico atribuído e continuar meses à espera de uma consulta”.
A saúde nos Açores continua a ser um dos sectores onde existe uma enorme distância entre a propaganda governamental e a realidade vivida pelos Açorianos que “financiam o Serviço Regional de Saúde através dos seus impostos e têm o direito de saber qual é a verdadeira situação dos médicos de família na Região”, refere José Pacheco.
“Enquanto existir um Açoriano sem acesso aos cuidados de saúde de que necessita, haverá razões para exigir explicações e mudanças. A saúde não pode continuar a ser gerida através de operações de propaganda”, reforça o parlamentar que entende que a Região deve dar prioridade à contratação e fixação de médicos na Região, para que haja uma melhoria no acesso dos Açorianos à saúde.
Ponta Delgada, 25 de Junho de 2026
CHEGA I Comunicação

