As denúncias têm sido frequentes, por parte das Associações Humanitárias de Bombeiros dos Açores, que se queixam de atrasos nos pagamentos dos serviços prestados às unidades de saúde. Desta vez é a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada que se vê a braços com atrasos que põem em causa a estabilidade financeira e a capacidade operacional da corporação.
Atrasos frequentes que o Grupo Parlamentar do CHEGA quer ver esclarecidos, tendo já enviado um requerimento pedindo explicações ao Governo Regional por algo que consideram inaceitável, já que as corporações de bombeiros prestam um serviço imprescindível, quer no socorro imediato, quer no apoio e acesso das populações a cuidados de saúde.
Os parlamentares exigem, por isso, explicações sobre os montantes em dívida, os motivos dos atrasos e os prazos previstos para a regularização dos pagamentos. Não só em relação aos bombeiros de Ponta Delgada, mas também às restantes corporações de bombeiros dos Açores.
Os deputados questionam também se o Governo Regional tem conhecimento das consequências destes atrasos no funcionamento da corporação e que medidas concretas pretende tomar para impedir que situações semelhantes continuem a verificar-se.
A deputada Olivéria Santos refere que “não é admissível que instituições que garantem a segurança e o socorro das populações sejam confrontadas com atrasos constantes nos pagamentos por parte do Governo Regional”, alertando para o impacto desta situação na capacidade operacional das corporações.
“O Governo Regional não pode exigir disponibilidade permanente aos bombeiros e, ao mesmo tempo, falhar nos compromissos financeiros assumidos com instituições que prestam um serviço público absolutamente essencial”, conclui a parlamentar.
Ponta Delgada, 27 de Maio de 2026
CHEGA I Comunicação

