Na reunião da Câmara Municipal de Ponta Delgada, realizada a 1 de abril de 2026, o vereador José Pacheco interveio de forma firme e sem rodeios sobre matérias estruturantes para o concelho, denunciando falhas graves no planeamento, falta de transparência e uma preocupante ausência de articulação institucional.
PONTA DELGADA ESTÁ A SER IGNORADA — E ISSO TEM CONSEQUÊNCIAS
Relativamente ao PTRR e a outros investimentos estruturantes, José Pacheco expôs aquilo que já é evidente: não existe articulação séria entre o Governo Regional e a Câmara Municipal de Ponta Delgada. Nem sequer em áreas básicas como a construção e requalificação de estradas.
O facto do município não ter sido auscultado para efeitos da candidatura do PTRR é um sinal evidente desta falta de articulação.
“O maior concelho dos Açores não pode continuar a ser ignorado.”
E não pode mesmo.
O que está em causa é uma estratégia política errada, onde se tenta agradar a todos distribuindo investimento em partes iguais, sem critério, sem visão e sem qualquer respeito pela realidade de cada território. Isto não é equidade. Isto é nivelar por baixo.
O resultado está à vista: Ponta Delgada, motor económico da Região, está a ser travada por decisões políticas cegas, que penalizam quem mais contribui para o desenvolvimento dos Açores.
Não é aceitável que o município continue a suportar sozinho investimentos em equipamentos e infraestruturas que servem toda a ilha — e muitas vezes toda a Região. Esta injustiça já passou todos os limites.
O Governo Regional continua a fugir às suas responsabilidades, empurrando encargos para a autarquia, enquanto mantém uma lógica de distribuição de recursos que ignora completamente o peso e a importância de Ponta Delgada.
O caso do Hospital do Divino Espírito Santo é o exemplo mais flagrante.
Quase dois anos após o incêndio, continuamos sem obra no terreno, sem calendário credível e sem respostas concretas.
Isto não é atraso. Isto é falha grave de governação.
E quem paga são os açorianos.
José Pacheco apontou ainda o contraste gritante nas prioridades do Governo Regional.
De um lado, milhões injetados na SATA. Do outro, falta de investimento direto nas necessidades reais das pessoas.
“Enquanto se canalizam dezenas de milhões para tapar buracos, continuam a faltar respostas onde elas fazem realmente diferença na vida dos cidadãos.”
Perante a ameaça de paralisação dos transportes coletivos, o vereador foi claro: o setor está desorganizado e o Governo Regional falhou naquilo que é essencial: antecipar problemas.
“Está em causa a mobilidade de estudantes, trabalhadores e de todos os cidadãos que dependem diariamente destes transportes. Não se pode governar à vista.”
E é exatamente isso que está a acontecer.
TEATRO MICAELENSE: 75 ANOS E CONTINUAMOS SEM ESTRATÉGIA
Assinalando os 75 anos do Teatro Micaelense, José Pacheco defendeu que esta data devia servir para uma reflexão séria, não para discursos vazios.
Hoje, Ponta Delgada tem duas grandes salas de espetáculos financiadas com dinheiro público… a competir entre si.
Sem estratégia. Sem coordenação. Sem maximização de recursos.
Isto é má gestão cultural.
HABITAÇÃO: MUITO ANÚNCIO, POUCA CLAREZA
Na área da habitação, a situação é igualmente preocupante.
Falta informação. Falta planeamento. Falta transparência.
José Pacheco questionou o ponto de situação dos investimentos do PRR e denunciou a ausência total de clareza quanto aos planos plurianuais.
“Estamos a falar de uma das maiores prioridades sociais e continuamos sem saber qual é o plano.”
DESPORTO: CHEGA EXIGE EQUIDADE, TRANSPARÊNCIA E INVESTIMENTO
Relativamente à necessidade da atualização da Carta Desportiva, o vereador foi direto: exigimos equidade e transparência nos apoios.
Não chega elogiar os atletas, temos de os defender investindo na prática desportiva.
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