Depois de termos sabido que o Primeiro-Ministro autorizou cerca de 20 mil euros para a subscrição da Sport TV na residência oficial e no Parlamento, surge agora outra revelação que deixa qualquer cidadão indignado: mais 11 mil euros gastos em serviços de cabeleireiro.
Num país onde há famílias a contar cêntimos para pagar a renda, agricultores esmagados pelos custos de produção, jovens sem acesso à habitação e empresas sufocadas por impostos, o Governo parece viver numa bolha de luxo e vaidade.
Isto não é apenas uma questão de valores. É uma questão de prioridades. É uma questão de respeito por quem trabalha e paga impostos.
Que mensagem passa um Governo que corta, que exige sacrifícios, que fala de contenção orçamental… mas depois usa dinheiro público para entretenimento televisivo e serviços de imagem pessoal?
Estamos a falar de dinheiro dos contribuintes. Dinheiro de quem acorda cedo, de quem trabalha duro, de quem luta para sobreviver num país cada vez mais caro.
Governar não é desfilar. Governar não é manter uma imagem mediática impecável à custa do erário público. Governar é servir o país, com sobriedade, responsabilidade e exemplo.
Quando quem governa perde o sentido da medida, perde também a autoridade moral para pedir sacrifícios aos portugueses.
Já CHEGA.

