O que se passa com a privatização da SATA Internacional já não é gestão, é uma novela mexicana de má qualidade, paga com o dinheiro dos contribuintes açorianos. Anos de anúncios, recuos, prazos falhados, negociações à porta fechada e promessas quebradas. Resultado? Zero soluções, milhões enterrados e a Região a perder credibilidade.
O CHEGA Açores tem sido claro e coerente desde o primeiro dia: este processo tinha de ser tratado com seriedade, transparência e sentido estratégico. Nada disso aconteceu. O Governo Regional arrastou o processo, empurrou decisões com a barriga e transformou um dossiê vital numa trapalhada política.
Mas há algo ainda mais grave: ninguém quis sequer falar de alternativas reais. Uma delas, óbvia e legítima, seria a integração da SATA Internacional na TAP Air Portugal. Uma hipótese estratégica, que poderia salvaguardar rotas, postos de trabalho e o interesse público. Mas sobre isso… não falaram. Como se o tema fosse proibido. Como se pensar fora do guião fosse pecado político.
Enquanto a novela continua, a SATA Internacional acumula prejuízos, vive à custa de sucessivas injeções de dinheiro público e mantém um modelo que não se sustenta. Quem paga? Os açorianos. Quem decide? Ninguém. Quem assume responsabilidades? Zero. Isto não é azar, é má governação.
O CHEGA Açores sempre foi frontal:
Se não for possível vender, então tem de se fechar.
Manter uma empresa estruturalmente inviável, apenas para adiar o custo político da decisão, é desonesto e profundamente injusto para quem trabalha e paga impostos.
O que não pode continuar é este faz-de-conta permanente: anúncios para inglês ver, “avanços” que escondem recuos e comunicados triunfalistas para mascarar a falta de coragem política.
O CHEGA Açores defende sem ambiguidades:
• Uma privatização real, não encenada;
• A análise séria de todas as alternativas, incluindo a TAP;
• O fim das injeções ilimitadas de dinheiro público;
• Responsabilização política por cada atraso e cada erro;
• E, se não houver solução viável, o encerramento da SATA Internacional.
Chega de novelas.
Chega de vergonha.
Os Açores precisam de decisões firmes, não de episódios intermináveis. O futuro da Região não pode continuar refém de governos que prometem tudo e resolvem nada.

