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CHEGA ALERTA PARA ESCALADA DA DESPESA NA SAÚDE NOS AÇORES SEM MELHORIAS NO SERVIÇO

O CHEGA manifesta a sua profunda preocupação com o aumento da despesa pública na área da Saúde na Região Autónoma dos Açores, que não só não se traduziu em melhorias efectivas para os utentes, como, em muitos casos, coincidiu com uma clara degradação do serviço prestado.
Neste sentido, os deputados do Grupo Parlamentar do CHEGA enviaram um requerimento ao Governo Regional sobre os reais ganhos de produtividade associados a este aumento de despesa, sobre os mecanismos de avaliação de desempenho existentes e sobre as medidas concretas que serão adoptadas para combater a baixa produtividade, prevenir a utilização indevida de recursos e corrigir os graves desequilíbrios financeiros do sector.
No documento, os deputados referem o recente relatório do Tribunal de Contas sobre o Hospital do Santo Espírito da Ilha Terceira, que relata falhas graves no modelo de financiamento hospitalar, nomeadamente a inexistência de contratos-programa associados a objectivos, metas de produção ou resultados clínicos. Esta realidade constitui uma violação evidente dos princípios da boa gestão dos dinheiros públicos.
Também os dados oficiais das Contas do Terceiro Trimestre de 2025 confirmam ainda aumentos muito expressivos dos gastos com pessoal nos três hospitais públicos da Região: cerca de 20,6% no Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, aproximadamente 16,9% no Hospital da Horta e cerca de 11,5% no Hospital do Santo Espírito da Ilha Terceira. Estes acréscimos representam dezenas de milhões de euros adicionais de despesa num curto espaço de tempo.
O certo é que apesar do aumento da despesa, mantêm-se — e em alguns casos agravam-se — problemas estruturais do Serviço Regional de Saúde: listas de espera excessivas para consultas, cirurgias e exames, atrasos no acesso a cuidados essenciais, falhas no funcionamento de serviços hospitalares e um crescente descontentamento por parte dos utentes.
O deputado Francisco Lima refere que “a lógica de “atirar dinheiro para cima dos problemas”, de financiar sem exigir contrapartidas, de gerir em função de interesses instalados e corporativos, falhou redondamente”. E acrescenta que “a Saúde não tem preço — é um princípio inquestionável —, mas o desperdício, a má gestão e até a fraude na Saúde estão a ter um custo insuportável para os contribuintes Açorianos”, remata.

Ponta Delgada, 22 de Janeiro de 2026
CHEGA I Comunicação

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