O CHEGA votou hoje contra um diploma que, na prática, são medidas de legalização compulsiva de imigrantes e suas famílias, já que defendia “medidas de apoio à integração, formação e legalização dos Imigrantes nos Açores”.
O líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, alertou que os emigrantes Açorianos – que se espalharam pelo mundo – “não são comparáveis com os fluxos migratórios que estão a vir para Portugal”. É que os Açorianos, “gente boa e respeitadora”, quando vão para outra terra, cumprem os deveres e obrigações da terra que os acolhe, mas os imigrantes que têm chegado a Portugal denotam “um desrespeito pela nossa cultura e direitos, e até um desrespeito por Portugal”.
José Pacheco reconheceu que os Açores, e Portugal, precisam de mão-de-obra porque os sucessivos governos socialistas “andaram a dizer que para ganhar dinheiro não era preciso trabalhar”. Agora, além de se pagar a formação para os imigrantes, também já se vai dar a formação no país de origem. “E aqueles que estão no café e a quem nós pagamos para receberem o RSI? Deviam ser os primeiros da fila para não haver falta de mão-de-obra, mas sabemos que três em cada quatro beneficiários, não estão inscritos nos centros de emprego”, reforçou José Pacheco.
O parlamentar afiançou que, com estas medidas de legalização compulsiva, além dos imigrantes vêm também as famílias, “e depois as creches não dão para todos, os hospitais não dão para todos” e o CHEGA não compactua com isso.
Dando o exemplo das regras impostas pela Bermuda, para onde tantos Açorianos emigram e onde têm de cumprir as regras, José Pacheco indicou que quem vem para trabalhar não é problema, desde que cumpra as regras e não viva às custas do sistema. É que, ao CHEGA, já têm sido denunciados casos de habitações em Ponta Delgada onde já vivem 20 pessoas imigradas “e a extrema-esquerda continua a dizer que temos de ser uns “queridos” para estes imigrantes”, concluiu.
Para a deputada Hélia Cardoso, a integração e formação de imigrantes nos Açores é positiva, até para o próprio conhecimento dos seus direitos e deveres enquanto residentes, e para a própria sociedade Açoriana, no entanto, não pode ser dado mais aos imigrantes esquecendo quem reside nos Açores.
A deputada Hélia Cardoso indicou, por isso, que as empresas já pagam formação aos seus colaboradores, mas para os imigrantes a mesma será paga com apoios do Governo Regional.
Além disso, reforçou a parlamentar, o diploma recomenda que se estabeleçam protocolos para formação profissional nos países de origem, acabando por se perder o intuito já que, com formação, os imigrantes podem acabar por não vir para os Açores e o dinheiro foi gasto na formação.
Na prática, explicou Hélia Cardoso, o diploma “apresenta boas intenções”, no entanto, falta concretização e revela-se sem impacto na realidade.
Horta, 16 de Janeiro de 2026
CHEGA I Comunicação



