Quando um país anda entretido com falsos escândalos e “não-assuntos”, enquanto ignora o essencial, que todos têm de cumprir a lei, sem exceções, está tudo explicado.
Como diz André Ventura, e diz bem:
“O problema deste país é que protege canalhas há 50 anos.”
Este é o diagnóstico correto de uma sociedade doente. Se a Justiça se preocupasse verdadeiramente em condenar quem rouba o país, em vez de fechar os olhos ao compadrio e à corrupção instalada, Portugal seria, sem dúvida, um país mais justo, mais sério e com muito menos corrupção.
Nos Açores, não temos medo de dizer o que está mal. Não fugimos às feridas sociais, nem às verdades incómodas. Uma delas chama-se subsidiodependência, e o RSI é um exemplo claro disso.
Quem pode trabalhar e não trabalha, não pode viver eternamente à custa de quem trabalha todos os dias. Isto não é falta de solidariedade; é respeito por quem cumpre.
E já agora, que fique claro: o Governo também tem de trabalhar. Governar não é distribuir subsídios para comprar silêncio social. Governar é criar regras, fiscalizar, exigir e responsabilizar.
A mensagem podia ser outra, igualmente clara e honesta:
“A mama tem de acabar. E já agora, o socialismo também.”
Agora, como sempre, aguardemos pelas associações do costume, pelos defensores da malandragem e pelos profissionais da indignação seletiva para nos tentarem calar em tribunal, enquanto os verdadeiros bandidos continuam à solta, a passear em bons carros, pagos por todos nós.
Chega de hipocrisia.
Chega de medo.
Já CHEGA!




