O Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, recusou-se a comparecer na Comissão de Economia do Parlamento dos Açores, onde deveria ser ouvido sobre a proposta que recomenda a abertura de concurso público internacional para o transporte marítimo de mercadorias.
Esta recusa é um ato de arrogância e um insulto ao Parlamento e ao povo açoriano.
O deputado do CHEGA, Francisco Lima, lembrou que não é a primeira vez que este ministro falta à verdade: quando esteve a ser ouvido sobre o subsídio de mobilidade, mentiu descaradamente, impôs um teto máximo ao reembolso das passagens aéreas e publicou legislação sem consultar nem o Parlamento dos Açores, nem o Governo Regional – um atropelo à autonomia que mereceu censura unânime.
O CHEGA sempre alertou: este Governo de Montenegro é inimigo declarado dos Açores.
O programa eleitoral da coligação para a Região foi uma autêntica vergonha – apenas quatro parágrafos, sem visão, sem ambição, sem respeito. Montenegro nunca perdoou o PSD/Açores por ter apoiado Rui Rio em 2020 e, desde então, tem usado cada oportunidade para humilhar o Governo Regional e José Manuel Bolieiro, reduzindo-o a um simples moço de recados. Talvez por isso Montenegro tenha passado a noite eleitoral de 2024 no Corvo – porque já todos o viam como um ativo tóxico.
E se dúvidas houvessem, os factos falam por si:
• Bloqueio vergonhoso da revisão da Lei das Finanças Regionais.
• Atrasos no envio das verbas do furacão Lorenzo.
• Mentiras e dívidas à agricultura açoriana, superiores a 20 milhões de euros.
• Promessas falsas sobre o pagamento dos rateios do POSEI.
• Desrespeito total pela autonomia regional na gestão dos fundos agrícolas.
Está na hora de José Manuel Bolieiro e do Governo Regional deixarem de fingir que existe “bom relacionamento” com Lisboa só porque são da mesma cor política. Montenegro não é aliado, é inimigo dos Açores.
Que sigam o exemplo de Alberto João Jardim, que nunca se vergou ao Terreiro do Paço e por isso era respeitado.
E para os que continuam a ajoelhar-se a Lisboa, fica o aviso popular:
“Quem muito se agacha o… lhe aparece!”

