É uma luta diária dos pescadores da Caloura que se queixam da falta de consistência e coerência do horário da lota naquele porto de pescas, que passou a encerrar aos fins-de-semana e às Sextas-feiras só abre durante a manhã.
Em reunião com os deputados do CHEGA Açores, José Pacheco e Olivéria Santos, os pescadores denunciam que o horário actual não serve os interesses dos pescadores que são obrigados a descarregar o pescado na Lagoa ou em Vila Franca do Campo, com todos os gastos – de tempo e de combustível – e transtornos que isso provoca.
A deputada Olivéria Santos deu voz ao descontentamento dos homens do mar que “não conseguem trabalhar, estão insatisfeitos e revoltados. Num porto com esta dimensão temos apenas um funcionário da lota e com horário reduzido que não está adequado às reais necessidades dos pescadores, enquanto no porto da Lagoa, a lota tem dois funcionários todos os dias. Os pescadores descarregarem o peixe noutra lota acarreta outras despesas, e, muitas vezes, a quantidade de peixe que trazem nem compensa irem entregar noutra lota. Vão para o mar, chegam cansados e ainda têm de andar no mar mais tempo para descarregar o peixe”.
Para a parlamentar a empresa pública que gere as lotas dos Açores – à semelhança de outras empresas públicas – não está a servir bem os pescadores nem os Açorianos. Olivéria Santos lembra que o serviço prestado pela lota é pago pelos próprios pescadores, por isso defende a privatização da gestão das lotas, até porque, refere, “tendo um bom serviço, os pescadores não se importariam de pagar, tal como já pagam à Lotaçor, para serem mais bem servidos. Penso que os pescadores aceitariam melhor um serviço privado com todas as condições, do que este descalabro que temos actualmente”.
No fundo, tal como se ouviu da boca dos pescadores da Caloura, “parece que o Governo quer acabar com a pesca. São as reservas marinhas, são os horários das lotas que não são compatíveis com os horários dos pescadores, é o peixe que não é valorizado. Há pescadores que estão a sair da pesca, outros estão a vender os seus barcos. Não é isso que o CHEGA defende. O mar é dos Açores, não é de Bruxelas, e temos de ter uma pesca forte para que os nossos pescadores possam continuar a viver do mar como há muitas gerações acontece. Com o CHEGA, a pesca nos Açores não vai acabar”, garantiu a parlamentar.
Água de Pau, 17 de Julho de 2025
CHEGA I Comunicação
CHEGA ACUSA LOTAÇOR DE DISCRIMINAR PESCADORES DA CALOURA
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