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CHEGA REFORÇA QUE DECISÕES POLÍTICAS FALARAM MAIS ALTO QUE A SAÚDE DOS AÇORIANOS

As decisões políticas não podem estar acima da saúde dos Açorianos e foi exactamente isso que aconteceu no caso da construção e apetrechamento do Hospital Modular após o incêndio no Hospital do Divino Espírito Santos (HDES).
A afirmação é da deputada Olivéria Santos, aquando da apresentação e discussão do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito ao Incêndio no Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), que reforçou que as conclusões do relatório acabam por confirmar aquilo que o CHEGA tem vindo a denunciar: “houve negligência, manipulação e desrespeito absoluto pela saúde dos Açorianos”.
A parlamentar acrescentou que durante a Comissão de Inquérito ficou a saber-se que existiam condições técnicas para reabrir parcialmente o HDES, “mas o Governo optou por manter tudo fechado por opção política e sem opção técnica válida”. Certo é que apesar da gritante falta de investimento no HDES, nada foi feito, tendo-se apostado na solução do Hospital Modular.
“O CHEGA foi enganado e quem nos enganou tem de ser responsabilizado”, reforçou a parlamentar que acrescentou que se verão em breve os resultados da auditoria urgente, por parte do Tribunal de Contas, a todo o processo do Hospital Modular – pedido já pelo CHEGA.
Já a deputada Hélia Cardoso constatou hoje as dúvidas do CHEGA sobre a legalidade das aquisições de equipamentos para o Hospital Modular, de Ponta Delgada, expostas pelo relatório da Comissão de Inquérito.
A parlamentar indicou que perante o incêndio, os equipamentos tecnologicamente de ponta que seriam adquiridos para o Hospital Modular, transitariam para o edifício principal do HDES. O que é certo, notou a deputada, é que foram pedidas listas de equipamentos aos Directores de Serviço do HDES, que foram confirmadas pelo Coordenador do Grupo de Trabalho do Incêndio do HDES em conjunto com uma técnica do Hospital de Santa Maria. Sendo que a Direcção Regional da Saúde “assumiu e pagou as facturas”, e o Conselho de Administração e a Direcção Clínica do HDES “demitiram-se do processo de decisão”.
A parlamentar estranhou que durante todo o tempo em que foi desenvolvida a estratégia de construção e apetrechamento do Hospital Modular não houvesse tempo para obter propostas de três fornecedores, tal como manda o código de contratos públicos.
“Corremos o risco de o Governo Regional não sair com a melhor imagem. O que prejudica a imagem de todos nós”, concluiu Hélia Cardoso.
O líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, garantiu que não foi apenas o CHEGA que foi enganado, mas todos os Açorianos, com a decisão do Hospital Modular depois do incêndio de 4 de Maio de 2024 no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada.
O parlamentar justificou que “foi-nos apresentada uma ideia que seria uma solução transitória. E eu fui muito claro com o Senhor Presidente do Governo Regional: aceito a solução desde que seja transitória, mas o HDES tem de ser remodelado. E foi garantido que o HDES ia ser remodelado”.
O que é certo, reforçou José Pacheco, é que não é uma solução transitória. “Não há qualquer plano, não há qualquer obra planeada. Vão empurrar para a frente e alguém vai encher as algibeiras com isso”, acusou o parlamentar.

Horta, 10 de Julho de 2025
CHEGA I Comunicação

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