A banana dos Açores é um produto de excelência que precisa de ser mais valorizado, em detrimento do mesmo produto importado. Além disso, os produtores precisam de receber directamente o apoio que é dado à produção, sem que seja necessário vender através de cooperativas.
Na Ribeira das Tainhas os deputados do CHEGA Açores, José Pacheco e Olivéria Santos, estiveram com o produtor de banana António Luís Andrade, onde denunciaram que recentemente foram deitadas ao lixo 30 toneladas de banana regional por falta de escoamento. “Isto é inadmissível”, reforçou José Pacheco que acredita que se os produtos regionais fossem mais valorizados não seria necessário importar banana – ou outros produtos regionais de excelência.
“A valorização dos nossos produtos agrícolas, tem de começar por aí. As grandes superfícies têm de ser ensinadas a vender os nossos produtos e a colocá-los nas melhores prateleiras, à vista de todos e com preço acessível. Se a banana vai para o lixo não pode ter preços tão elevados”, indica o líder parlamentar do CHEGA que acrescenta que “os produtores não podem ver o seu trabalho de longos meses, ser colocado no lixo e a retirarem este rendimento às suas famílias”.
Para o CHEGA, também o apoio que é dado à produção de banana deveria ser transferido directamente para o produtor e não através das cooperativas como intermediárias. “É preciso perceber que o apoio de 0,50€/quilo na prática, não vai para o produtor, mas para o consumidor que passa a ter acesso ao produto mais barato pois deixa de haver intermediários”, afirmou José Pacheco. Além disso, os produtores biológicos estão excluídos deste apoio, algo que o CHEGA não considera justo.
Neste sentido, o CHEGA está já a preparar legislação para alterar a modalidade de apoio concedido à produção de banana, que permita ao produtor receber directamente este apoio, “dentro daquilo que é a liberdade do mercado e da sua produção, para poder vender a quem quiser – que até pode continuar a ser à cooperativa – mas o produtor é que vai receber os 0,50€. Também pretendemos que os produtores biológicos sejam contemplados com este apoio, o que até agora não acontece”, explicou.
José Pacheco acredita que ainda há margem para a exportação de banana dos Açores, mas também entende que a valorização deste produto pode passar pela transformação. “Pode-se fazer gelado de banana, bolo de banana, licor de banana. Podemos ver como fez a Madeira – que faz uma valorização muito grande da sua banana e exporta grande quantidade – e copiar os bons exemplos”, reforçou.
Ribeira das Tainhas, 11 de Novembro de 2024
CHEGA I Comunicação
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