Enquanto os Açores enfrentam graves problemas na habitação, baixos salários, dificuldades nos transportes, pobreza entre os idosos e uma situação preocupante no setor da Saúde, há quem considere prioritária a criação de salas de consumo assistido de droga.
Em abril, esta matéria chegou ao Parlamento dos Açores. O CHEGA foi o único partido a votar contra. PSD, PS, IL, PAN e Bloco de Esquerda votaram a favor, enquanto CDS e PPM se abstiveram.
A nossa posição é clara: criar espaços para consumir droga não resolve o problema da toxicodependência. Pode retirar o consumo da vista de todos, mas não elimina a dependência, não acaba com o tráfico e não recupera quem precisa de ajuda.
O combate à droga tem de passar por uma verdadeira política de prevenção, particularmente junto dos jovens, pelo reforço do tratamento das dependências e pela recuperação e reinserção daqueles que querem reconstruir as suas vidas.
Nos Açores, a droga está a destruir pessoas, famílias e comunidades. E um problema desta dimensão não pode ser tratado apenas com medidas que procuram administrar as consequências.
É preciso enfrentar as causas.
É preciso prevenir, tratar e recuperar.
O CHEGA tem defendido esta posição há anos e continuará a fazê-lo.
As salas de chuto não são a solução para a droga nos Açores. O objetivo tem de ser tirar as pessoas da dependência — e não apenas encontrar um lugar onde possam continuar a consumir.

