Com o ano de 2026 a chegar ao fim, foi pedido – na última reunião da Câmara Municipal de Ponta Delgada – um reforço de cerca de 1,3 milhões de euros para a Capital Portuguesa da Cultura 2026 – PDL26, cujo orçamento passaria de 2,485 milhões de euros para 3,280 milhões de euros.
Para suportar este aumento são consideradas, entre outras receitas, 650 mil euros do Turismo de Portugal, 305 mil euros provenientes de patrocínios e mecenato e 16.200 euros de merchandising.
Na reunião de Câmara, Vereador do CHEGA, Pedro Rodrigues, questionou directamente a administração do Coliseu Micaelense sobre os 305 mil euros previstos em patrocínios e mecenato e os 16.200 euros de merchandising, procurando saber se estas verbas já tinham sido recebidas e se estavam garantidas.
Na resposta, foi referido que – à data da reunião – os 321.200 euros de receitas previstas não tinham ainda sido recebidas, também não existindo a garantia de que fossem efectivamente concretizar-se, não tendo sido apresentada qualquer previsão relativamente ao recebimento dessas verbas.
O Vereador Pedro Rodrigues questionou ainda de que forma o Coliseu Micaelense pretendia gerar receitas próprias suficientes para suportar o aumento da despesa e se existiam já eventos contractualizados e receitas asseguradas que permitissem fundamentar as previsões apresentadas.
As explicações prestadas sobre esta matéria não foram consideradas suficientemente claras para dissipar as dúvidas levantadas.
Dirigindo-se ao Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, o Vereador do CHEGA questionou – relativamente ao apoio de um milhão de euros anunciado pelo Governo Regional – se o pedido já tinha sido formalizado e, sobretudo, se essa verba já tinha dado entrada nos cofres do Município. Da parte da Câmara Municipal de Ponta Delgada não houve qualquer resposta.
Para o CHEGA, quando estão em causa aumentos significativos da despesa pública, não basta apresentar previsões. É necessário saber quais as receitas que estão garantidas, quais já foram efectivamente recebidas e quais continuam apenas dependentes de expectativas futuras.
Perante a ausência de garantias relativamente a várias receitas previstas, a falta de respostas consideradas suficientes sobre o aumento da despesa e o silêncio perante questões financeiras concretas colocadas em reunião, o CHEGA votou contra o orçamento rectificativo do Coliseu Micaelense para a PDL26.
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