InícioParlamentoMAIS UMA MANCHETE FEITA PARA ASSUSTAR!

MAIS UMA MANCHETE FEITA PARA ASSUSTAR!

“Oito ilhas com risco acrescido ou alto de inundação até 2030”
Título de notícia no Jornal Açoriano Oriental de 27 de Julho de 2026
Mais uma vez, assistimos à velha receita: uma manchete alarmista para captar a atenção, mesmo que a realidade seja bastante diferente.
Quem ler apenas o título fica com a ideia de que os Açores estão prestes a desaparecer debaixo de água até 2030. Mas basta ler a notícia e o próprio relatório para perceber que não é isso que o estudo científico conclui.
O relatório refere uma subida média do nível do mar de 2 a 4 milímetros por ano. É um fenómeno real, que deve ser acompanhado e estudado, mas isso está muito longe de significar que as nossas ilhas vão ficar submersas até 2030.
Os Açores sempre viveram com tempestades, galgamentos costeiros, derrocadas e enxurradas. Somos um arquipélago vulcânico no meio do Atlântico e estes fenómenos fazem parte da nossa realidade há muitas gerações. As alterações climáticas podem agravar alguns riscos, mas não os criaram.
Curiosamente, a própria notícia reconhece que infraestruturas como os aeroportos da Região estão protegidas graças aos critérios da engenharia civil. Ou seja, a resposta passa por investir na prevenção, no ordenamento do território, na proteção costeira e na Proteção Civil, não por alimentar o medo.
E depois há quem continue a defender que devemos financiar a comunicação social porque é a única fonte da verdade. Pois aqui está um bom exemplo de como uma manchete pode transmitir uma ideia muito mais dramática do que aquilo que o próprio relatório científico efetivamente conclui.
As agendas ideológicas e o alarmismo parecem estar tão desesperados por impor uma narrativa que, por vezes, as manchetes acabam por ir muito além daquilo que os próprios relatórios dizem. A ciência deve ser respeitada, não utilizada para criar perceções que o estudo não confirma.
Os açorianos não precisam de campanhas de medo.
Precisam de informação rigorosa, de transparência e de políticas sérias que protejam pessoas, bens e infraestruturas.
A ciência deve servir para encontrar soluções. Não para justificar manchetes que confundem risco com uma catástrofe inevitável.
Os Açores merecem rigor. Não alarmismo.
Noticia completa:
https://www.acorianooriental.pt/…/oito-ilhas-com-risco…

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