Acabaram os tetos máximos e houve quem viesse apressadamente dizer que o problema das passagens aéreas estava resolvido. Não está, é MENTIRA!
A realidade continua a ser a mesma: milhares de açorianos são obrigados a desembolsar 600, 700 euros ou mais por uma passagem aérea para só depois aguardarem pelo reembolso. Isto significa que são as famílias açorianas que continuam a financiar, do próprio bolso, um sistema profundamente injusto.
Uma família de quatro pessoas pode ter de adiantar 2.400 euros apenas para viajar até Lisboa. Quantas famílias têm essa disponibilidade? Muito poucas. Para muitas, viajar dentro do próprio país tornou-se um luxo.
E há uma pergunta que ninguém consegue responder: como é possível que duas companhias financiadas pelos contribuintes, a SATA e a TAP, pratiquem preços desta dimensão? São empresas que recebem dinheiro público e deveriam prestar um verdadeiro serviço público, não transformar a mobilidade dos açorianos e madeirenses num negócio à custa de quem não tem alternativa.
Nós, açorianos, não podemos sair das nossas ilhas de carro ou de comboio. Só temos o avião. Aproveitar essa condição para impor tarifas de 600 ou 700 euros é um abuso inaceitável.
O CHEGA continua a defender uma solução simples e justa: nenhum açoriano deve pagar mais de 119 euros por uma viagem para o continente, sem ter de adiantar centenas ou milhares de euros para depois esperar pelo reembolso.
Já pedimos a intervenção do Presidente da República porque esta situação não pode continuar. O Governo da República tem de perceber, de uma vez por todas, que os Açores não podem ser tratados como cidadãos de segunda.
Viajar dentro do nosso próprio país não pode ser um privilégio. É um direito. E esse direito está hoje a ser roubado aos açorianos.
Já CHEGA!
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