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NÃO PRECISAM DE GOSTAR DE NÓS. BASTA OUVIREM O QUE TEMOS PARA DIZER!

Não precisamos de gostar todos uns dos outros. Precisamos, sim, de saber trabalhar em conjunto e de defender aquilo em que acreditamos. Faço isso há muitos anos e continuarei a fazê-lo.

Muitas pessoas dizem que não gostam da minha forma de estar, da minha frontalidade ou da maneira como digo as coisas. Têm todo o direito. Mas são essas mesmas pessoas que, muitas vezes, admitem concordar com aquilo que denunciamos e com as causas que defendemos. E é exatamente isso que importa.

Não entrei na política para ser a “Miss Simpatia” dos Açores. Não vim para distribuir sorrisos, evitar polémicas ou dizer aquilo que todos querem ouvir. Viemos para enfrentar problemas, denunciar injustiças e dizer verdades que durante demasiado tempo foram escondidas debaixo do tapete.

Quem procura agradar a toda a gente acaba por não representar ninguém. Quem está verdadeiramente disposto a mudar as coisas tem de estar preparado para incomodar interesses instalados e desafiar privilégios que muitos consideram intocáveis.

O CHEGA nunca será o partido do consenso fácil. Nunca conseguiremos agradar àqueles que vivem confortavelmente à sombra de um sistema que beneficia sempre os mesmos. E não falo apenas de quem recebe apoios sem os merecer. Falo também dos que distribuem favores, dos que alimentam dependências e dos que governaram durante décadas transformando o poder num círculo fechado onde os benefícios passam de geração em geração.

Durante 50 anos, os Açores foram governados por quem prometeu muito e resolveu pouco. O resultado está à vista: dependência, falta de oportunidades, baixos salários e uma região onde demasiadas pessoas sentem que trabalham cada vez mais para receber cada vez menos.

E sabemos que estamos a mexer com o sistema. Basta olhar para a quantidade de ataques, insultos e campanhas de descredibilização que são lançados contra nós todos os dias. Até porque quem está confortável com o estado das coisas não perde tempo a atacar quem não representa uma ameaça. Quando a reação é tão violenta, é porque as nossas denúncias estão a atingir o alvo.

Mas enganam-se aqueles que pensam que nos vão calar ou derrotar através da ofensa e da intimidação. Cada insulto apenas confirma que estamos no caminho certo. Cada ataque dá-nos ainda mais força para continuar a lutar pelos Açores, pela justiça e por quem trabalha e cumpre as suas obrigações.

O que se exige hoje não é simpatia. O que se exige é coragem. Coragem para romper com o passado, para questionar o que sempre foi apresentado como inevitável e para construir uma alternativa capaz de devolver esperança a quem trabalha, produz e sustenta esta terra.

Por isso, se não gostam de mim ou de nós, não há problema.

Mas, antes de nos julgarem pela pessoa, oiçam aquilo que temos para dizer.

Porque o futuro dos Açores não depende de quem é mais simpático.

Depende de quem tem coragem para enfrentar o sistema, defender a sua terra e dizer aquilo que mais ninguém quer dizer.

Não nos calarão. Não desistiremos. E não deixaremos de lutar pelo nosso povo.

José Pacheco
Presidente e Deputado do CHEGA Açores

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