É inadmissível que mais de 5,3 milhões de euros de dinheiro público estejam a ser gastos sem a transparência que os cidadãos merecem, sem fiscalização efetiva e sob um constante clima de dúvidas, contradições e falta de esclarecimentos.
Como se explica que a comissária responsável receba cerca de 6 mil euros por mês, residindo em Lisboa e mantendo uma agenda profissional própria intensa, enquanto o projeto continua envolto em secretismo e sem resultados visíveis para a população?
Onde estão as salas cheias?
Onde está o impacto prometido?
Onde estão os agentes culturais açorianos nesta programação?
Onde está a divulgação capaz de justificar os milhões já comprometidos?
A meio de 2026, continuamos sem respostas claras. Há candidaturas por lançar, projetos por concretizar e uma crescente sensação de que tudo foi vendido aos micaelenses como um grande acontecimento que afinal não passa de uma enorme operação de propaganda paga pelos contribuintes.
Pior ainda: em vez de prestarem contas, começam a atacar quem fiscaliza, quem questiona e quem exige transparência. A estratégia é sempre a mesma: fugir às responsabilidades e tentar culpar terceiros.
Mas a realidade é simples.
O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada não pode continuar a fugir às suas responsabilidades. De manhã diz que não tem responsabilidade no processo. À tarde surge a defender a comissária que foi escolhida pela própria autarquia. Afinal, em que ficamos?
Também não pode ser ignorado o papel do Partido Socialista, que tem servido de parceiro conveniente e cúmplice desta gestão, aprovando, viabilizando ou silenciando decisões que mereciam muito mais escrutínio.
O que hoje se vive em Ponta Delgada é uma preocupante cultura de arrogância política, de falta de transparência e de resistência à fiscalização democrática.
Quem gere dinheiro público tem o dever de prestar contas.
Quem recebe milhões dos contribuintes tem a obrigação de mostrar resultados.
E quem pensa que os açorianos são cegos ou ingénuos está profundamente enganado.
Os cidadãos merecem respeito. Merecem transparência. Merecem saber para onde está a ir cada euro dos seus impostos.
E isso, aconteça o que acontecer, continuará a ser exigido.
VERGONHA! PDL26 É UM ASSALTO AOS CONTRIBUINTES DISFARÇADO DE “CULTURA”
RELATED ARTICLES

