Pelos vistos, há quem ache que uma escola, uma repartição pública ou um edifício do Estado deve servir para exibir todas as causas, movimentos e sensibilidades ideológicas do momento.
Seguindo essa lógica, qualquer dia teremos um concurso para escolher a bandeira da semana.
Mas se a regra é que os edifícios públicos podem exibir bandeiras porque representam causas ou formas de pensar, então surge uma pergunta simples:
PORQUE NÃO HASTEAR TAMBÉM A BANDEIRA DO CHEGA?
Afinal, representa mais de um milhão de portugueses, tem representação parlamentar nacional, regional e autárquica e é apoiada por uma parte significativa da população.
Ou será que algumas bandeiras são consideradas aceitáveis e outras não?
É precisamente aqui que a conversa deixa de ser sobre tolerância e passa a ser sobre critérios políticos. Porque a verdadeira tolerância não consiste em aceitar apenas as causas com que se concorda. Consiste em aplicar as mesmas regras a todos.
A realidade é que os edifícios públicos pertencem a todos os cidadãos, não a movimentos ideológicos, partidos ou grupos de pressão. Devem representar aquilo que nos une enquanto comunidade política e não aquilo que nos divide.
Por isso, a solução mais sensata continua a ser a mesma: nos edifícios públicos devem estar apenas os símbolos oficiais que representam todos os portugueses e todos os açorianos — a Bandeira de Portugal, a Bandeira dos Açores, as bandeiras municipais e os símbolos institucionais.
Porque quando se abre a porta às bandeiras ideológicas, partidárias ou de causas específicas, deixa de existir neutralidade. E quando não há neutralidade, alguém acaba sempre por decidir quais são as bandeiras “boas” e quais são as bandeiras “más”.
Parece que, para alguns, a Bandeira de Portugal e a Bandeira dos Açores já não chegam.
Para nós, chegam e sobram.
Os edifícios públicos não são montras ideológicas. São a casa de todos os portugueses e de todos os açorianos.
Ou há neutralidade para todos, ou privilégios para alguns.
#JáChega
QUEREM TRANSFORMAR OS EDIFÍCIOS PÚBLICOS NUMA FEIRA DE BANDEIRAS?
RELATED ARTICLES

