InícioParlamentoCHEGA EXIGE RESPOSTAS SOBRE A QUALIDADE DO ENSINO PROFISSIONAL NOS AÇORES

CHEGA EXIGE RESPOSTAS SOBRE A QUALIDADE DO ENSINO PROFISSIONAL NOS AÇORES

O ensino profissional nos Açores deve ser uma via de excelência, digna e exigente, orientada para as necessidades efectivas do mercado de trabalho, e não um depósito de alunos onde as condições técnicas das escolas não são tidas em conta para a abertura de cursos especializados.
O Grupo Parlamentar do CHEGA entende que tem de haver transparência relativamente à qualidade, aos critérios de abertura e à adequação dos cursos profissionais às necessidades do tecido empresarial, enviando, por isso, um requerimento à Assembleia Legislativa Regional para se avaliar a qualidade efectiva da formação profissional oferecida na Região e sobre a fiscalização pelas entidades competentes.
No requerimento, os parlamentares questionam os critérios de autorização de cursos profissionais, os mecanismos de fiscalização existentes, a empregabilidade dos alunos, a qualificação dos formadores, os protocolos com empresas e a adequação da oferta formativa às necessidades concretas de cada ilha. Além disso, questiona-se quantos cursos foram autorizados ou recusados nos últimos cinco anos, quais os fundamentos dessas decisões e se existem avaliações independentes à qualidade do ensino profissional nos Açores.
Até porque, denunciam os parlamentares, há relatos de empresários que apontam a existência de cursos profissionais a funcionar sem condições técnicas adequadas. Por exemplo, nos cursos ligados à produção animal ou pecuária onde a escola não tem explorações agrícolas, animais ou instalações práticas compatíveis com a formação ministrada, bem como cursos de cozinha e restauração sem oficinas devidamente equipadas.
Para o deputado Francisco Lima, “não basta abrir cursos para apresentar números. É preciso garantir que existem equipamentos, formação prática, docentes qualificados, estágios de qualidade e ligação efectiva ao mercado”, explicou.
Francisco Lima entende que o ensino profissional “deve servir os jovens, mas também o desenvolvimento dos Açores. O que não pode continuar é um sistema que promete qualificação, mas muitas vezes entrega impreparação”, e acrescenta que os Açores “precisam de profissionais competentes, preparados e capazes de responder às necessidades reais das empresas. O ensino profissional deve ser uma via de excelência e não um mecanismo para ter boas estatísticas ou manter escolas abertas”.

Praia da Vitória, 5 de Junho de 2026
CHEGA I Comunicação

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