É preciso agir com urgência para que o sector da pesca nos Açores possa ultrapassar as graves dificuldades com que se tem deparado, volte a ser rentável e uma actividade económica de extrema importância para a Região.
“Se nada for feito, arriscamo-nos a assistir ao declínio de uma actividade que sempre foi central na vida da Região. E isso seria uma perda irreparável”, alertou a deputada Olivéria Santos, numa intervenção a propósito da interpelação do Governo Regional sobre “sector das pescas na Região Autónoma dos Açores”, promovida pelo PS.
Olivéria Santos traçou um cenário de dificuldades que afectam as centenas de pessoas que dependem do sector para viver. “Hoje, quem vive do mar nos Açores enfrenta uma realidade dura: trabalha mais, arrisca mais e ganha menos. Essa é a dura realidade”, afirmou a parlamentar que falou no aumento dos combustíveis, no aumento das taxas de lota e na desvalorização de algum pescado como dificuldades acrescidas para o sector.
Há um ano que o combustível para as pescas está mais caro nos Açores do que no continente, tendo um impacto directo e profundo na actividade piscatória, já que muitas vezes as despesas por viagem são superiores ao valor do pescado capturado.
Além disso, o escoamento do pescado está a tornar-se cada vez mais difícil devido às taxas praticadas pela SATA. A implementação da Rede das Aéreas Marinhas Protegidas, com cada vez mais áreas restritas à pesca, limita cada vez mais os pescadores, tendo a deputada questionado o Governo Regional sobre os prometidos 10 milhões de euros para compensar os pescadores face a estas restrições.
Novas e abruptas taxas de lota já em preparação pela Lotaçor, o envelhecimento da frota e dos profissionais da pesca, a imposição de quotas pela União Europeia que não servem a realidade ultraperiférica dos Açores, são outros dos problemas que limitam o sector.
“Em causa está a sobrevivência de um sector, a dignidade de quem trabalha no mar e a justiça para com todos aqueles que vivem e dependem do sector das pescas nos Açores. O sector da pesca enfrenta hoje um conjunto de dificuldades que o colocam numa situação de crescente fragilidade, exigindo respostas políticas firmes e eficazes”, reforçou a parlamentar.
Horta, 20 de Maio de 2026
CHEGA I Comunicação

