InícioParlamentoCHEGA QUESTIONA EXECUÇÃO DO PLANO DE GESTÃO DA REGIÃO HIDROGRÁFICA DOS AÇORES

CHEGA QUESTIONA EXECUÇÃO DO PLANO DE GESTÃO DA REGIÃO HIDROGRÁFICA DOS AÇORES

Os relatórios de avaliação anual de 2024 e 2025 do Plano de Gestão da Região Hidrográfica dos Açores 2022-2027 (PGRH-Açores) revelam “falhas graves” na execução, fiscalização e acompanhamento das medidas previstas do Plano. Um exemplo é que cerca de 36,6% das 44 medidas previstas no Programa de Medidas do PGRH-Açores não têm informação disponível sobre o respectivo estado de execução. Além disso, em 11 dos casos, a ausência de dados resulta directamente da falta de resposta das próprias entidades públicas responsáveis.
A situação motivou um requerimento dos deputados do CHEGA Açores que referem que, no plano financeiro, os relatórios indicam que até Dezembro de 2024 tinha sido executado apenas cerca de 11% do investimento previsional global do Plano, verificando-se ainda uma execução particularmente reduzida em 2025, correspondente a aproximadamente 5% do valor previsto para esse ano. Números que os deputados do CHEGA consideram “particularmente preocupantes” tendo em conta que o Plano termina em 2027.
O requerimento enviado à Assembleia Legislativa Regional questiona isso mesmo, lembrando que entre as entidades que não facultaram dados está a Direcção Regional de Políticas Marítimas que, de acordo com os relatórios de avaliação anual, não respondeu aos pedidos de informação em nenhum dos três anos de avaliação já realizados — 2023, 2024 e 2025.
No documento são referidas “insuficiências persistentes” nos resultados ambientais alcançados, apontando várias lagoas emblemáticas da ilha de São Miguel — como a Lagoa das Furnas, a Lagoa Verde, a Lagoa de Santiago, a Lagoa do Congro e a Lagoa de São Brás — que continuam a apresentar um estado ecológico considerado “medíocre”, sem melhorias registadas ao longo dos anos de monitorização. Na ilha de São Jorge, regista-se ainda a degradação ambiental da Lagoa dos Cubres, cuja zona Oeste terá passado de um estado ecológico “razoável” para “mau”.
No requerimento os parlamentares falam ainda na ausência de resultados concretos relativamente à recuperação ambiental da zona da Praia da Vitória e da Base das Lajes, apesar da continuidade de medidas relacionadas com monitorização, remediação de solos e águas subterrâneas.
O deputado José Paulo Sousa reforça que o Plano de Gestão da Região Hidrográfica dos Açores 2022-2027 termina em 2027, no entanto, “os níveis de execução apresentados suscitam sérias dúvidas relativamente à capacidade efectiva de concretização dos objectivos definidos”. Ou seja, nos documentos multiplicam-se referências a estudos, modelos de monitorização, estratégias, instrumentos de planeamento, índices técnicos e mecanismos administrativos, “mas não há demonstração proporcional de resultados concretos no terreno. É inadmissível. E é também inadmissível que o próprio Governo não responda aos pedidos de informação durante anos e sem que haja qualquer responsabilização relativamente aos incumprimentos”.

Santa Cruz das Flores, 15 de Maio de 2026
CHEGA I Comunicação

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