InícioParlamentoCHEGA EXIGE TRANSPARÊNCIA NO PROCESSO DE PRIVATIZAÇÃO DA AZORES AIRLINES

CHEGA EXIGE TRANSPARÊNCIA NO PROCESSO DE PRIVATIZAÇÃO DA AZORES AIRLINES

No dia em que foi tornado público que há várias manifestações de interesse para a compra da Azores Airlines, o CHEGA Açores entende que “os Açorianos têm o direito de saber quem pretende entrar na companhia, em que condições, com que garantias e quais os riscos futuros para os cofres públicos”.
Os deputados do CHEGA Açores enviaram um requerimento à Assembleia Legislativa Regional com dezoito questões detalhadas sobre o processo de privatização da Azores Airlines, exigindo saber quantas propostas formais foram já apresentadas para aquisição de, pelo menos, 51% da companhia aérea que liga os Açores ao exterior, nomeadamente se houve propostas vinculativas por parte de um investidor português que anunciou um potencial investimento de até 500 milhões de euros, ou da Binter, Icelandair e Victorair – anunciadas como interessadas na Azores Airlines.
Os parlamentares querem também saber qual o modelo de privatização previsto (concurso público, negociação particular ou venda directa), quando será disponibilizado o caderno de encargos para consulta pública, e se foi realizada alguma avaliação financeira independente à origem dos capitais envolvidos para a aquisição da empresa.
No requerimento, pretende ainda saber-se que salvaguardas estão previstas para a manutenção das rotas estratégicas para os Açores, que garantias serão asseguradas quanto à protecção dos postos de trabalho, e se a SATA Air Açores — componente essencial da mobilidade inter-ilhas — não será afectada por qualquer operação associada a esta privatização.
Num momento particularmente sensível para o futuro da Azores Airlines, tendo em conta o historial de prejuízos acumulados, as injecções financeiras suportadas pelos contribuintes Açorianos e a multiplicidade de interesses que têm sido tornados públicos, o CHEGA entende que é “indispensável verificar se existe um projecto sólido, sustentável e capaz de proteger os interesses estratégicos da Região” neste processo.
O CHEGA sempre defendeu que o acumular de prejuízos da Azores Airlines é incomportável, não se opondo à privatização, mas insiste em que esta não pode tornar-se uma operação opaca conduzida sem transparência e sem garantias reais para os Açorianos.
“A Assembleia Legislativa Regional dos Açores deve acompanhar este processo de forma regular e com acesso à informação relevante. Não podemos aceitar que uma decisão desta dimensão seja tomada nas costas dos Açorianos”, conclui José Pacheco.

Ponta Delgada, 15 de Maio de 2026
CHEGA I Comunicação

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