São cada vez mais recorrentes os atrasos, cancelamentos e alterações constantes de horários nos voos da SATA Air Açores, provocando prejuízos graves para doentes, empresários e população das ilhas.
A importância do assunto motivou um requerimento do CHEGA Açores, já entregue na Assembleia Legislativa Regional, que pede explicações ao Governo Regional para uma situação que “deixou há muito de ser um simples problema operacional e passou a ser uma questão de respeito pelas populações, pela economia regional e, sobretudo, pelos doentes que dependem das ligações aéreas inter-ilhas para chegar a consultas, exames, tratamentos ou cirurgias”.
O CHEGA alerta ainda para a aproximação da época alta, período em que a pressão sobre as ligações aéreas aumenta de forma significativa. Por isso, os deputados querem saber se existe um plano concreto de reforço operacional para 2026, com aeronaves, tripulações e meios técnicos suficientes para garantir a regularidade das ligações inter-ilhas.
No requerimento, os parlamentares questionam o Governo Regional sobre o número de voos cancelados e atrasados nos últimos 12 meses, as principais causas dessas irregularidades, a taxa de pontualidade e regularidade por rota, a disponibilidade de aeronaves e as medidas tomadas enquanto accionista público da SATA.
Uma das principais preocupações do CHEGA prende-se com os doentes que perdem consultas ou tratamentos devido a alterações nos voos. O partido quer saber quantos casos foram oficialmente comunicados, que procedimentos existem para apoiar essas pessoas e quem assume os custos adicionais de nova deslocação, alojamento, alimentação ou remarcação.
Os parlamentares questionam, por isso, se existe articulação formal entre a SATA Air Açores, o Serviço Regional de Saúde e os hospitais da Região para prevenir a perda de consultas por motivos relacionados com o transporte aéreo. Caso essa articulação não exista, os deputados exigem saber se o Governo pretende criá-la e em que prazo.
Para o líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, “nos Açores, um voo cancelado ou atrasado não é apenas um incómodo. Pode significar uma consulta perdida, um tratamento adiado, uma empresa prejudicada ou uma família deixada sem resposta”.
O deputado lembra que a SATA Air Açores presta um serviço público essencial, indispensável à coesão territorial e à mobilidade dos Açorianos, pelo que “não é aceitável que as populações continuem dependentes de uma operação instável, sem previsibilidade, sem respostas claras e sem mecanismos eficazes de protecção dos passageiros mais vulneráveis”.
José Pacheco defende a criação de um mecanismo automático e urgente de protecção dos doentes deslocados, garantindo remarcação prioritária de consultas e apoio logístico imediato sempre que a perda da consulta resulte de atrasos, cancelamentos ou alterações de voos.
Para José Pacheco, “a mobilidade inter-ilhas não pode continuar a funcionar à base da sorte. Os Açorianos precisam de previsibilidade, os empresários precisam de confiança e os doentes precisam de respeito”. Neste sentido, o Governo Regional deve assumir um compromisso claro perante os Açorianos para garantir que a próxima época alta não será marcada pelos mesmos problemas de sempre: atrasos, cancelamentos, prejuízos e falta de resposta.
Ponta Delgada, 28 de Abril de 2026
CHEGA I Comunicação

