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A OCIDENTE, NADA DE NOVO

Se quisermos fazer uma análise séria à realidade social e económica atual da ilha das Flores, rapidamente percebemos que não faltam temas, contudo, faltaria da minha parte a capacidade de síntese para os abordar todos sem cair num lamento interminável dos problemas crónicos de hoje e de sempre.
Mas há um ponto essencial, um ponto que atinge a todos, com impacto direto e significativo na economia da nossa ilha: os transportes.
Poderia esta semana escrever sobre o atraso no transporte de gado vivo, de como o Margareth, que está afeto ao transporte marítimo para as Flores, anda a “tapar buracos” em todo o lado, mas quando nós precisamos de uma viagem extraordinária para vir buscar o gado, nem vê-lo!; para a semana, ou ainda esta, poderia também escrever da dificuldade de escoamento de pescado fresco, das taxas e taxinhas da SATA, da burocracia que é fazer uma reserva de carga aérea, ou de como colocaram um contentor de frio no aeroporto, depois de anos de pedidos, que simplesmente não funciona. O certo é que esta introdução é suficiente para entender que, no que toca a transportes, marítimos ou aéreos, estamos muito mal servidos, não é de agora, é de sempre!
Sempre procurei ter alguma compreensão perante as dificuldades e limitações que enfrentamos, seja pelos constrangimentos do nosso porto desde o furacão Lorenzo, seja pelas condições meteorológicas que, dada a nossa posição geográfica, nos atingem com mais violência e regularidade.
Mas uma coisa é compreender a natureza do local onde vivo, outra é ter de compreender a incompetência governativa e de promessas recicladas que a cada ato eleitoral ficam por cumprir e nos empurram para baixo há 50 anos.
Muitas vezes tento, de forma discreta, alertar quem tem responsabilidades para resolver algumas situações, sem levantar grande ruído. Na cabeça deles é como se estivesse a pedir um favor, mas, se ficar resolvido, pouco me importa o que pensam!
Umas vezes tive sucesso,
Outras vezes fui ignorado, também com sucesso!
Sempre que se fala de transportes para a ilha das Flores, o Governo escusa-se nas suas estatísticas, afirmando que nunca houve tantos toques de navio por ano como agora, que nunca houve tantos lugares e disponibilidade de carga nos voos de e para as Flores como atualmente, mas o problema já não é o passado, é o presente, é este modelo de transportes que não nos serve! Um modelo inaceitável nos dias de hoje!
Porque o que a realidade nos mostra é que:
A carga não chega a tempo.
O gado não sai quando pretendido.
O pescado fresco acumula-se.
Os empresários não conseguem repor as suas prateleiras.
E a nossa economia vai, lentamente, ficando para trás, cada vez mais para trás.
Cada atraso é dinheiro que se perde, muito dinheiro, acreditem, muito dinheiro!
E tudo isto acontece numa ilha onde se pede às pessoas que invistam, que produzam, que arrisquem, mas a verdade é que a maioria dos jovens já nem querem voltar, quanto mais investir.
Ser empresário na ilha das Flores, num setor dependente de transportes, exige, além de muita coragem, uma resistência sobre-humana.
Por isso, pelos meus, pela minha ilha, não me conformo e o Chega não deixa de manifestar a sua indignação contra esta incompetência e contra uma governação que continua a usar os erros do passado socialista para justificar os seus erros do presente!
Disse.

José Paulo Sousa
Deputado do CHEGA Açores

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