Um apoio ao desporto, não pode ser camuflado de apoio ao turismo e, actualmente, é isso que está a acontecer com o apoio aos clubes e entidades desportivas com a Palavra “Açores”: um apoio atribuído por Resolução, feito à medida, que pode acabar de um dia para o outro.
É esta a posição do CHEGA, que tem vindo a ser reiterada, e que voltou hoje a ser reforçada no debate de urgência sobre o apoio do Governo Regional aos clubes e entidades desportivas através da Palavra “Açores”.
Para o líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, este é um debate extemporâneo – uma vez que o Governo Regional já indicou que este apoio ainda se vai manter nesta época desportiva – no entanto, deixou o alerta que as regras não podem ser alteradas a meio do jogo, já que é necessária previsibilidade.
“Este é um apoio ao desporto que vem camuflado de apoio ao turismo”, quando virem pessoas apoiar as equipas ou os atletas “é uma consequência natural”, porque “ter nas camisolas a dizer “Açores”, não traz turistas, nem nunca vai trazer”.
José Pacheco lembrou aquilo que já tinha dito no mês passado: “precisamos de definir o que queremos para o desporto. Se queremos apoiar as camadas jovens, para que os nossos jovens estejam ocupados com o desporto e a cultura – que é isso que defendemos – ou se queremos apoiar a alta competição. Se queremos alta competição temos de investir. E, nos Açores, isso é caro, mas pode ser um bom investimento”.
O parlamentar reforçou que esta deve ser uma decisão do Governo Regional, mas tem de haver legislação “e não Resoluções para servir uns e outros”, pois todos os Açorianos “têm o direito de fazer um evento e saber quais os apoios que existem”.
Para o CHEGA, há que acabar com a Palavra “Açores” – embora não para já – e ter um apoio específico para o desporto, “mas para os clubes, os atletas e dirigentes poderem prever daqui a 10 anos com o que podem contar. Se na nossa vida pessoal planeamos, porque é que no desporto há-de ser diferente?”, questionou.
Quanto ao apoio ao desporto profissional, José Pacheco lembrou que na Região só existe uma equipa neste escalão e que “na prática é uma empresa e, se é uma empresa, tem de saber se tem viabilidade para se manter no mercado. Não podemos aceitar subsídio-dependentes. Não podemos aceitar que mais de um milhão de euros seja atribuído ao Santa Clara – que é um clube profissional e que parece que investe tantos milhões na Região. Se investe tanto, terá assim tanta necessidade deste apoio?”, questionou.
Horta, 25 de Fevereiro de 2026
CHEGA I Comunicação



