InícioAutarquiasCÂMARA MUNICIPAL DE PONTA DELGADA NÃO QUER OUVIR AS PESSOAS

CÂMARA MUNICIPAL DE PONTA DELGADA NÃO QUER OUVIR AS PESSOAS

O vereador do CHEGA na Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Rodrigues, esteve com moradores da Fajã de Baixo, responsáveis por um abaixo-assinado relacionado com uma construção que está a nascer naquela freguesia e que é uma “verdadeira aberração arquitectónica”.
Trata-se de três blocos de apartamentos, com três pisos cada, totalizando 29 habitações sociais, inseridos numa zona composta por moradias, demonstrando ser um projecto mal pensado, onde se verificam várias falhas.
Reconhecendo que o CHEGA não teve qualquer informação quer do abaixo-assinado, quer da construção, o vereador Pedro Rodrigues revela que este projecto vai significar uma desvalorização das habitações existentes. Uma desvalorização que deverá transferir-se para os novos apartamentos, que beneficiarão da localização e da vista anteriormente exclusiva das moradias existentes.
Além disso, os blocos de apartamentos em construção não dispõem de lugares de estacionamento suficientes. A solução encontrada pela autarquia foi criar uma ligação entre a Rua Agostinho Cymbron e a Rua Vaz de Medeiros, encaminhando os veículos para uma zona onde já hoje o estacionamento é escasso. Pedro Rodrigues denuncia também a perda de segurança e privacidade dos proprietários das moradias.
Os moradores afirmam que nunca foi disponibilizada informação por parte da Câmara Municipal de Ponta Delgada sobre este projecto, o que levanta questões sobre transparência e participação pública.
Na prática, quem vive há décadas naquele local já solicitou que fosse reduzida a volumetria dos apartamentos (passando de três para dois pisos) e até apresentou uma alternativa: numa zona muito próxima está prevista a construção de mais dois blocos de apartamentos apenas com dois pisos, onde não há habitações envolventes. A sugestão é que se retirasse um piso aos edifícios da Rua Vaz de Medeiros e, se necessário, compensar nos futuros apartamentos. A resposta da Câmara Municipal foi negativa.
Ainda hoje, na Assembleia Municipal de Ponta Delgada, os moradores apresentaram o abaixo-assinado e pronunciaram-se sobre este assunto, tendo o deputado municipal do CHEGA, Álvaro Madureira, criticado a gestão autárquica relativamente a este caso.
O deputado municipal do CHEGA instou o Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada a ouvir mais os munícipes, abandonando a postura do “quero, posso e mando”, pois quem mora em Ponta Delgada “também manda, também paga os seus impostos”.
Para o CHEGA, “habitação sim, mas ouvindo sempre a população para se tomar decisões de forma harmoniosa”, explicou Álvaro Madureira.
Este caso demonstra que, por vezes, bastaria um pouco de bom senso e diálogo para evitar conflitos desnecessários. Para o CHEGA, governar não é apenas executar, também é preciso ouvir as pessoas, porque antes de qualquer obra, estão as pessoas.

Ponta Delgada, 20 de Fevereiro de 2026
CHEGA I Comunicação

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