José Pacheco, Presidente do CHEGA Açores, manifesta a sua profunda solidariedade para com todas as populações atingidas pelos violentos temporais ocorridos durante a última madrugada.
Em primeiro lugar, este é um momento de dor, de luto e de empatia para com as vítimas, as suas famílias e todos aqueles que viram as suas casas, bens e meios de subsistência afetados. Esta é uma realidade que os açorianos conhecem bem, porque vivem num território exposto, onde a força da natureza se faz sentir com frequência e dureza.
Hoje é dia de lamentar a tragédia, de prestar apoio e de estar ao lado de quem sofreu perdas. Mas José Pacheco alerta que, passado o choque inicial, será inevitável e necessária uma reflexão séria sobre a forma como o país se prepara, ou não, para este tipo de catástrofes.
É profundamente lamentável que, ano após ano, os portugueses tenham de viver reféns do mesmo ciclo: no inverno, os temporais e as enxurradas; no verão, os incêndios florestais. Tragédias repetidas, danos recorrentes e respostas que continuam a ser essencialmente reativas.
Os governantes não podem continuar limitados a apagar fogos, no sentido literal e figurado. É urgente passar da reação para a prevenção eficaz, com planeamento, investimento estruturado, ordenamento do território, limpeza ds linhas de água, proteção florestal e medidas concretas que minimizem riscos e salvem vidas.
A natureza não pode ser controlada, mas a irresponsabilidade política pode, e deve, ser corrigida. Os portugueses merecem mais segurança, mais prevenção e menos discursos vazios depois das tragédias acontecerem.
Hoje, solidariedade. Amanhã, responsabilidade.

