GOVERNO REGIONAL ABANDONOU OS PESCADORES DOS AÇORES

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O CHEGA Açores tem vindo a defender, repetidamente, políticas que visam proteger os interesses dos pescadores dos Açores e de toda a economia que se gera à volta deste sector.
Defendemos o combate à pesca ilegal, o pagamento atempado dos apoios financeiros destinados ao sector das pescas, uma melhor articulação entre os serviços da Lotaçor e os pescadores, melhor gestão das quotas, ou melhores condições de trabalho nos portos da Região.
Falar da pesca nos Açores é falar de uma das mais antigas formas de vida do arquipélago, uma actividade que moldou comunidades inteiras e que continua, ainda hoje, a ser um dos pilares culturais e económicos da Região e um sector do qual dependem centenas de famílias.
O CHEGA Açores tem vindo a expressar, constantemente, diversas preocupações relacionadas com o sector das pescas na Região. O tempo vai passando e não vemos melhorias, antes pelo contrário. Cada vez mais, os pescadores sentem-se abandonados desprotegidos, marginalizados e desesperados por melhores condições de trabalho e por mais soluções para este sector.
Como é possível, por exemplo, que actualmente, nos Açores, os pescadores estejam a pagar mais pelo gasóleo pescas se formos comparar com os valores praticados em Portugal continental e na Madeira.
O CHEGA está cada vez mais convencido que este Governo Regional olha para a pesca, não como um sector vital para a economia dos Açores, mas sim como um sector que foi deixado à deriva.
Estamos a caminhar a passos largos para o fim das pescas nos Açores e a cair no extremismo do excesso de zelo, protegendo-se os recursos, mas colocando em causa e ameaçando a sobrevivência da pesca artesanal. Temos assistido à diminuição da frota pesqueira, fruto do encerramento da actividade de muitas empresas familiares e ao cada vez maior desinteresse de jovens em apostarem neste sector.
Temos uma classe piscatória envelhecida. A profissão de pescador está cada vez menos apelativa para as novas gerações, e os que ainda insistem na actividade pensam em desistir.
Falta valorizar e priorizar as pescas nos Açores e é urgente que se encontrem soluções políticas, que garantam condições justas e dignas para quem vive do mar.
A pesca nos Açores precisa de mais apoio, mais formação, mais inovação e mais respeito pelos seus profissionais.
Preservar a pesca açoriana não é apenas defender uma profissão: é defender uma parte essencial da alma das ilhas.

Olivéria Santos
Deputada CHEGA Açores