InícioParlamentoCHEGA ALERTA PARA DEGRADAÇÃO ECONÓMICA DA ILHA TERCEIRA

CHEGA ALERTA PARA DEGRADAÇÃO ECONÓMICA DA ILHA TERCEIRA

É um facto apontado pela Câmara do Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo, e bem patente nas ante-propostas do Plano e do Orçamento para 2027: a ilha Terceira tem vindo a perder peso económico no contexto do arquipélago – que acaba por afectar as restantes ilhas do Grupo Central – mas o investimento público previsto para o próximo ano não vai ao encontro dessa diminuição económica.
No final de uma reunião com a Câmara do Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo, os deputados do CHEGA Açores, Francisco Lima e Hélia Cardoso, juntamente com o deputado Municipal, José Bernardo, confirmaram que “há uma falta de investimento muito significativa na ilha Terceira. Há investimentos que tinham de ser feitos agora e que temos dúvidas que sejam executadas, porque o Governo Regional coloca rubricas nos Planos e Orçamentos e depois não as executa”, afirma Francisco Lima.
Para o parlamentar, a requalificação de estradas e a concretização dos investimentos previstos continuam a suscitar dúvidas, sendo este um “governo Regional que promete muito e concretiza pouco. A Terceira, como segunda maior ilha dos Açores, devia ter outra dinâmica económica. Os empresários, tal como o CHEGA, estão muito preocupados com este percurso de degradação económica”, afirmou.
Francisco Lima alertou também para a situação do turismo, sublinhando que a Terceira acumula há cerca de 18 meses resultados negativos, sem que sejam apresentadas soluções capazes de inverter a tendência. “Não nos satisfaz que a ilha Terceira, com um aeroporto que é da Região e com um destino de excelência, não esteja a crescer ou, pelo menos, a registar uma menor taxa de decréscimo”, salientou ao afirmar que, tal como a Terceira, esta planificação deveria ser feita para todas as ilhas dos Açores, sem qualquer tipo de bairrismo.
Para o CHEGA, é fundamental reforçar a competitividade da Terceira, melhorar as acessibilidades aéreas e marítimas e criar condições para atrair investimento, sem prejudicar as restantes ilhas do Grupo Central. Francisco Lima defende menos burocracia, maior seriedade nos compromissos assumidos e uma estratégia económica que não se limite a anunciar obras, mas que garanta a sua concretização.
O parlamentar chamou ainda a atenção para a habitação, considerando particularmente preocupante que um sector apresentado como prioritário pelo Governo Regional registe uma quebra líquida no Orçamento. “O problema não é onde estamos. É para onde queremos ir, mas de facto, as perspectivas são negativas”, disse, defendendo que a Terceira precisa de investimento efectivo.
Outro dos temas centrais da reunião foram as candidaturas ao programa Construir 2030, tendo a Câmara do Comércio informado que solicitou a prorrogação do prazo de apresentação de candidaturas até 15 de Dezembro, uma vez que as autarquias da ilha Terceira não estão a dar resposta aos projectos de arquitectura necessários em tempo útil, o que está a prejudicar directamente as empresas terceirenses, que arriscam perder o acesso a fundos essenciais ao seu investimento.

Angra do Heroísmo, 2 de Novembro de 2026
CHEGA I Comunicação

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