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CHEGA PROPÕE GESTÃO PRIVADA DOS HOSPITAIS DA REGIÃO PARA MELHORAR A SAÚDE DOS AÇORIANOS

Apesar de se gastar mais em saúde nos três hospitais da Região, houve menos assistência aos doentes. É a conclusão apontada pela deputada Hélia Cardoso depois de analisar as contas dos três hospitais dos Açores, entre 2023 e 2025, a propósito do debate de urgência – promovido pelo CHEGA – “Saúde Financeira dos Hospitais da Região e as suas implicações no Serviço Regional de Saúde”.
Hélia Cardoso começou pelo Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), de Ponta Delgada, onde a instalação do Hospital Modular se revela “um sorvedouro de fundos”, onde o dinheiro “sai, mas não regressa sob a forma de mais e melhores cuidados de saúde”.
A parlamentar verificou que entre 2023 e 2025 os gastos com a actividade corrente do HDES aumentaram quase 43 milhões de euros, representando um custo de 211,4 milhões de euros.
E a justificação para este aumento é simples: “serviços a funcionar em módulos afastados do edifício principal, enquanto salas de cirurgia e de internamento continuam fechadas dentro desse mesmo edifício”, referiu Hélia Cardoso que lembrou que, em 2024, “o CHEGA pediu ao Governo que reavaliasse a decisão do Hospital Modular. O HDES voltava a funcionar por inteiro no edifício principal enquanto decorria o planeamento do processo de ampliação. O nível de cuidados seria o mesmo, ou até melhor. O Governo preferiu seguir orgulhosamente só”.
Apesar dos 43 milhões de euros a mais, os números mostram que houve menos cirurgias programadas e menos doentes tratados no internamento.
Mas a situação não se verificou apenas em Ponta Delgada. Também os hospitais da Terceira e da Horta tiveram um aumento de gastos operacionais, mas menos assistência a doentes.
“Gastar mais não é o mesmo que tratar melhor”, reforçou Hélia Cardoso, que entende que a solução para este problema crónico passa por parcerias público-privadas para os três hospitais da Região.
“Não é uma ideia nova nem uma aventura”, indicou a parlamentar que evidenciou a gestão clínica de hospitais no continente com este modelo e que representaram poupanças de milhões para o Estado.
Resumindo, Hélia Cardoso concluiu que “não podemos continuar a fazer igual e esperar resultados diferentes”, alertando que, da forma como se apresenta, a saúde nos Açores está insustentável, sem prestar a assistência devida aos Açorianos.

Horta, 20 de Outubro de 2026
CHEGA I Comunicação

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