O CHEGA quer saber que diligências tem feito o Governo Regional junto da República para travar aquilo que considera ser o abandono continuado das forças de segurança nos Açores, perante denúncias de falta de efectivos, viaturas degradadas, instalações com deficiências e insuficiência de equipamentos operacionais.
Num requerimento entregue à Assembleia Legislativa Regional, o Grupo Parlamentar do CHEGA questiona o Executivo sobre os contactos efectuados com o Ministério da Administração Interna, os compromissos assumidos pelo Governo da República e os resultados concretos obtidos para reforçar a capacidade operacional das forças policiais na Região.
Para José Pacheco, líder parlamentar do CHEGA Açores, “não basta ao Governo Regional sacudir a água do capote e dizer que a segurança é competência da República. Quem governa os Açores tem a obrigação de defender os Açorianos, exigir meios e fazer pressão política até haver respostas concretas”.
O CHEGA pretende ainda conhecer quantos lugares policiais estão por preencher, que investimentos estão previstos para renovar a frota, quais as instalações que necessitam de obras e que medidas estão a ser estudadas para incentivar a fixação de agentes no arquipélago.
José Pacheco considera inaceitável que os profissionais responsáveis por garantir a segurança das populações continuem a trabalhar com carências básicas. “Queremos polícias nas ruas, mas para isso é preciso dar-lhes condições para trabalhar. Não podemos exigir segurança e depois aceitar esquadras degradadas, falta de viaturas, falta de equipamentos e falta de agentes”, afirma.
O parlamentar acrescenta que a condição insular agrava ainda mais estas dificuldades, e por isso, chegou o momento do Governo Regional esclarecer o que fez, o que conseguiu e o que pretende exigir à República, porque, sublinha José Pacheco, “a segurança dos Açorianos não pode continuar esquecida entre Lisboa e o Palácio de Sant’Ana”.
Ponta Delgada, 8 de Outubro de 2026
CHEGA I Comunicação

