Esta imagem fala por si. Contentores cheios, lixo espalhado pelo chão e uma imagem de abandono que ninguém pode considerar normal.
E há uma coisa que convém lembrar: todos nós pagamos uma taxa pelo lixo. Se pagamos por este serviço, temos o direito de exigir que ele seja prestado com qualidade, regularidade e condições dignas. Não estamos a pedir nenhum favor. Estamos a pagar por um serviço e queremos esse serviço a funcionar.
Como se os problemas de recolha e limpeza não fossem suficientes, o sistema VOLTA veio acrescentar uma nova dificuldade. Com a devolução de embalagens de bebidas a ter um valor associado, já se verificam situações de pessoas a remexer os contentores à procura de garrafas de plástico, retirando sacos e resíduos e deixando, muitas vezes, o lixo espalhado à volta.
Não estamos contra a reciclagem. Pelo contrário. Estamos contra sistemas que não acautelam as consequências práticas da sua implementação.
Se o VOLTA pretende incentivar a reciclagem, então é preciso garantir organização, fiscalização e soluções para impedir que os locais de deposição de resíduos se transformem em depósitos de lixo a céu aberto.
E a recolha tem de funcionar. Não é aceitável cobrar uma taxa aos cidadãos e depois permitir que os contentores fiquem a abarrotar e o lixo se acumule nas ruas.
Quem paga tem o direito de exigir. E quem recebe tem a obrigação de prestar um serviço em condições.
A nossa terra não pode ser tratada assim.
Reciclar, sim. Ruas sujas, contentores a abarrotar e lixo espalhado, não.
CHEGA de pagar por serviços que não correspondem ao mínimo que os cidadãos têm o direito de exigir.

