Disseram aos portugueses que era preciso subir os juros para combater a inflação. Mas grande parte dessa inflação veio da energia, dos combustíveis, dos alimentos, dos transportes e da instabilidade internacional — não de famílias a viverem no luxo.
O resultado está à vista: a prestação da casa sobe, o crédito das empresas fica mais caro e o rendimento das famílias desaparece. Já os depósitos continuam a ser remunerados muito abaixo do custo suportado por quem pede dinheiro emprestado.
Os bancos foram resgatados com o dinheiro dos contribuintes. Agora cobram comissões atrás de comissões, empurram seguros e produtos bancários e protegem as suas margens. Quando a Euribor sobe, o cliente paga imediatamente. Quando é para remunerar as poupanças, a pressa desaparece.
Nos Açores, a pancada é ainda maior. Somos uma Região ultraperiférica, dependente dos transportes, dos combustíveis, das importações e do crédito. Pagamos mais para viver, produzir e competir.
A banca ganha. O Estado arrecada. As grandes empresas protegem-se.
E o povo? O povo paga sempre.
O CHEGA está ao lado de quem trabalha, produz, cria emprego e sustenta este país — não das elites que exigem sacrifícios aos outros enquanto vivem protegidas das consequências das suas próprias decisões.
Francisco Lima
Deputado e Vice-Presidente do CHEGA Açores

