InícioParlamentoAZORES AIRLINES CONTINUA A SER GRANDE ENCARGO PARA AS FINANÇAS PÚBLICAS

AZORES AIRLINES CONTINUA A SER GRANDE ENCARGO PARA AS FINANÇAS PÚBLICAS

Apesar de chumbado, o CHEGA votou favoravelmente o diploma apresentado pelo BE, para que o Governo Regional promova com urgência diligências formais junto do Governo da República, para identificar e concretizar uma solução estrutural para a Azores Airlines, formalizando uma parceria estratégica entre a SATA e a TAP.
O líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, reconheceu que esta solução também foi defendida pelo CHEGA, mostrando alguma surpresa pelas declarações do Presidente do Grupo SATA que referiu que tal solução estratégica não teria sido equacionada pela transportadora aérea regional. “Acho que deveria ter sido a primeira coisa a fazer e deixávamos de ter este enorme elefante na sala que é a Azores Airlines”, explicou José Pacheco.
“A SATA continua a puxar as finanças públicas para baixo”, reforçou o parlamentar que reconheceu que a esta altura do processo de privatização, esta solução “não terá consequências, mas se fosse apresentada noutra altura, talvez pudesse ser diferente”.
Para o CHEGA, é importante – tal como tem vindo a ser referido por várias vezes – “libertar esta Região do poder do Estado. Leia-se: do poder dos políticos”, concluiu José Pacheco.
Outro diploma do BE, para a manutenção no Grupo SATA da nova empresa de assistência em escala, foi chumbado, no entanto, o CHEGA nunca escondeu que a privatização do handling da SATA seria uma forma benéfica de não onerar os contribuintes Açorianos e dar alguma margem de manobra para a companhia aérea regional.
A propósito de um diploma apresentado pelo BE, para a manutenção no Grupo SATA da nova empresa de assistência em escala, o deputado Francisco Lima manifestou que a privatização teria de acontecer de forma diferente e não forçada, como aconteceu.
Francisco Lima considerou grave “o Presidente da SATA dizer em sede de comissão parlamentar que havia serviços de handling que não eram actualizados para a SATA nem para quem ela presta estes serviços”.
Além disso, apesar do Presidente da SATA pretender contratar mais pessoas para prestar este serviço de assistência em escala, “há o risco é que se nada for feito a empresa pode entrar em colapso e terá de devolver o dinheiro que o Estado lá colocou. Se os trabalhadores querem ser defendidos devem apoiar o processo de privatização”, afirmou Francisco Lima.
O parlamentar alertou, no entanto, para a incompatibilidade de se manter a empresa de handling na esfera pública em que, na prática “o Estado seria cliente e fornecedor”. Francisco Lima indicou que a privatização do handling não seria perigosa para os trabalhadores, e seria uma forma de ter uma empresa lucrativa.
Horta, 17 de Junho de 2026
CHEGA I Comunicação

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