InícioParlamentoQUEM TEM O DEVER DE FISCALIZAR A SATA DEVE TER ACESSO A...

QUEM TEM O DEVER DE FISCALIZAR A SATA DEVE TER ACESSO A TODAS AS CONTAS

A gestão da SATA é sempre alvo de críticas, uma vez que os prejuízos são sistemáticos, mas há perguntas que ficam sempre por responder, nomeadamente a requerimentos que já foram feitos pelo CHEGA e que pretendiam saber quais as rotas deficitárias e como estas impactam nos prejuízos da companhia aérea.
Este facto levou o CHEGA a apresentar um diploma para que sejam divulgados integralmente, completa e sem restrições todos os dados, números e informação financeira, operacional e de gestão do Grupo SATA.
O deputado Francisco Lima justificou a iniciativa por continuarem por esclarecer matérias fundamentais, nomeadamente, “o custo e o histórico das rotas deficitárias, os critérios para as abrir ou manter, os encargos com aeronaves imobilizadas, o cumprimento do plano de reestruturação e a eventual necessidade de novos apoios da Região”.
Na prática, afirmou o parlamentar, “a SATA decide o que o Parlamento pode conhecer, o Governo aceita essa avaliação e os deputados ficam impedidos de verificar se a recusa é legítima. Isto não é fiscalização efectiva. É permitir que a entidade fiscalizada escolha aquilo que revela ao fiscalizador”.
No entender do CHEGA, a falta de transparência “alimenta inevitavelmente dúvidas sobre a existência de intervenção política nas decisões de gestão, sobre rotas mantidas por conveniência política ou sobre operações economicamente insustentáveis que ninguém quer ter a coragem de alterar”.
Não que haja ingerência política na actual gestão, mas “sem informação completa, ninguém consegue garantir aos Açorianos que ela não existe”, explicou Francisco Lima que reconheceu que existem informações comerciais sensíveis, que não devem ser divulgadas de forma irresponsável, no entanto, “há uma diferença clara entre divulgar informação ao público e prestá-la ao Parlamento, que dispõe de mecanismos para consultar documentação reservada”.
É que numa empresa privada, os accionistas exigiriam conhecer em detalhe os resultados e as decisões tomadas. Na SATA, os accionistas são os Açorianos e são eles que suportam os prejuízos, as garantias, os reequilíbrios financeiros e os riscos futuros. “Não podemos continuar a exigir que os Açorianos paguem integralmente, mas aceitem conhecer apenas parcialmente”, afirmou Francisco Lima que garantiu que esta iniciativa não pretende fragilizar a SATA, mas sim “protegê-la da interferência política, das decisões sem justificação e da repetição dos erros do passado. A transparência não enfraquece uma empresa pública: melhora a gestão, responsabiliza os decisores e recupera a confiança dos cidadãos”, concluiu.

Horta, 16 de Junho de 2026
CHEGA I Comunicação

RELATED ARTICLES

Deixe um comentário

Most Popular

Recent Comments