Numa Região arquipelágica e ultraperiférica como os Açores, que depende muito do mar para o transporte de pessoas e mercadorias, para a actividade piscatória, para as operações portuárias e até para abastecimento, os faróis são fundamentais para garantir a segurança no mar.
No entanto, a Associação Sócio-Profissional dos Faroleiros, denunciou ao Grupo Parlamentar do CHEGA Açores a falta de recursos humanos para assegurar o normal funcionamento de todas as estruturas, o envelhecimento dos faroleiros sem renovação da profissão e o excesso de carga horária, mostrando preocupação quando à segurança marítima na Região.
Apesar da gestão operacional dos faróis e da carreira dos faroleiros ser uma competência da República, os Açores sofrem directamente as consequências da degradação deste serviço público, o que motivou um requerimento dos deputados do CHEGA, já enviado à Assembleia Legislativa Regional, questionando sobre a capacidade operacional das infra-estruturas.
Os parlamentares indicam que, de acordo com a Associação Sócio-Profissional dos Faroleiros, existem actualmente faroleiros nos Açores a trabalhar além das 70 horas semanais.
Os deputados pedem esclarecimentos sobre a actual situação dos faroleiros na Região, quantos profissionais estão em funções, e sobre os eventuais constrangimentos operacionais nas ajudas à navegação marítima e os riscos para a segurança marítima Açoriana. No requerimento é ainda questionado se o Governo Regional realizou alguma diligência junto do Governo da República para se inteirar da situação, e se defende um reforço de meios humanos para os Açores, atendendo à condição arquipelágica da Região.
O CHEGA alerta também para a possibilidade de existirem já constrangimentos operacionais nas infra-estruturas de assinalamento marítimo dos Açores, admitindo o risco de degradação do sistema, caso a actual falta de recursos humanos se mantenha.
“A profissão de faroleiro é muito importante numa região como os Açores. A falta de faroleiros e o excesso de carga horária, podem colocar em causa a segurança da navegação e das actividades que dependem do mar”, refere o líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco.
Para o parlamentar, “é urgente valorizar a carreira e garantir maior estabilidade e capacidade operacional de quem trabalha nesta profissão que, parece invisível, mas é de grande importância”, concluiu.
Ponta Delgada, 28 de Maio de 2026
CHEGA I Comunicação

