Infelizmente, é esta a realidade que todos os dias nos entra pela casa dentro: a guerra.
A guerra alastra por vários pontos do mundo, com diferentes rostos, diferentes justificações e diferentes interesses. Uns falam em defesa, outros em segurança, outros ainda em democracia. Mas, no fim de contas, a verdade é mais dura e mais simples: quem promove a guerra nunca é quem mais sofre com ela.
O mundo vive permanentemente sob ameaça, como se tivesse uma arma apontada à cabeça. Multiplicam-se os discursos sobre ataques, respostas, alianças e estratégias, mas todos percebemos que, muitas vezes, por detrás dessas narrativas estão interesses económicos, comerciais, energéticos e geopolíticos. E enquanto os poderosos decidem, os povos pagam a fatura.
Independentemente de quem tenha dado o primeiro passo ou de quem reclame ter razão, há uma certeza que ninguém pode negar: são sempre as pessoas comuns que carregam o peso das guerras. São as famílias destruídas, os inocentes sem voz, os civis apanhados no meio do caos, os que perdem tudo sem nunca terem decidido nada.
E não pensemos que isso é um problema distante. Até aqui, nos Açores, sentimos os efeitos de cada conflito. Sentimo-los no aumento do preço dos combustíveis, no custo dos bens essenciais, na instabilidade dos mercados e na insegurança económica que atinge tantas famílias. As guerras podem acontecer longe, mas as suas consequências chegam sempre perto.
A verdadeira nobreza de uma democracia não está em alimentar conflitos nem em normalizar a escalada da violência. Está, sim, em defender a paz, em promover o diálogo e em fazer tudo o que estiver ao seu alcance para travar o sofrimento humano.
O que o mundo precisa não é de mais armas, mais ameaças ou mais confrontos. O que o mundo precisa é de mais paz, mais estabilidade, mais bom senso e mais coragem para escolher o caminho certo.
Porque a paz não é sinal de fraqueza. A paz é a maior prova de coragem, de civilização e de respeito pela vida humana.
Estamos fartos de guerras.
Queremos paz.
Queremos estabilidade.
Queremos um mundo onde a Vida valha mais do que os interesses.
José Pacheco
Presidente e Deputado do CHEGA Açores

