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ASSISTENTES SOCIAIS NAS ESCOLAS? MAIS UM ERRO DISFARÇADO DE SOLUÇÃO

Há uma linha que não pode ser ultrapassada: A ESCOLA EXISTE PARA ENSINAR!

Nos últimos anos, tem-se assistido a uma tendência preocupante de transformar a escola numa espécie de “centro de tudo”, onde se quer resolver problemas sociais, familiares, psicológicos e até económicos. Agora, surge mais uma proposta: colocar assistentes sociais dentro das escolas. E é aqui que temos de travar.

A escola não pode ser tudo. Quando tenta ser tudo, deixa de cumprir aquilo que é essencial: ensinar bem, com exigência, com rigor e com foco nos alunos.

Colocar assistentes sociais dentro das escolas é mais um passo no caminho errado. É admitir que o sistema falhou fora da escola… e tentar empurrar esse falhanço para dentro da sala de aula.

Os problemas sociais existem? Claro que existem. Mas não é a escola que os vai resolver.
Essa é a função da família — em primeiro lugar — e do Estado social, através das estruturas já existentes, como a Segurança Social e as instituições de apoio. O que não faz sentido é duplicar funções, criar mais estruturas, aumentar a despesa pública… e ainda por cima retirar foco ao que realmente importa.

Mais: este tipo de medidas abre a porta a algo ainda mais grave — a interferência dentro da escola em matérias que pertencem às famílias. Valores, educação, orientação — tudo isto corre o risco de ser influenciado por estruturas externas, muitas vezes com agendas próprias. E isso é inaceitável.

A escola deve ser um espaço de conhecimento, de disciplina, de aprendizagem. Não um laboratório social.

Os professores já estão sobrecarregados com tarefas que vão muito além do ensino. Em vez de lhes devolvermos condições para ensinar melhor, queremos transformar a escola numa extensão dos serviços sociais. Isto não resolve o problema. Só o disfarça.

Se há falhas no sistema social, então que se resolvam onde devem ser resolvidas — fora da escola. Reforcem-se os serviços sociais, melhorem-se os mecanismos de apoio às famílias, aumente-se a fiscalização onde for necessário. Mas deixem a escola cumprir a sua missão.

Porque quando a escola deixa de ensinar bem… quem paga o preço são os alunos. E esse é um preço que nenhuma sociedade pode aceitar.

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