De repente, ficou tudo muito ofendido porque o líder do CHEGA Açores, José Pacheco, usou uma expressão popular mais “corisca” para demonstrar indignação: “regar com gasolina”. Caiu o Carmo e a Trindade. Rasgam as vestes, fazem discursos moralistas, chamam nomes, fingem escândalo.
Mas a verdade é simples: não têm argumentos. E quando faltam argumentos, sobra o teatro.
Vivem fechados em gabinetes bolarentos, longe da rua, longe das dificuldades reais das famílias açorianas. Não percebem a linguagem do povo porque já não convivem com o povo. E isso incomoda-os mais do que qualquer expressão popular.
Quem está no terreno sabe que a política também se faz com humor, com ironia e com frontalidade. Nem tudo é linguagem plastificada e frases ensaiadas para telejornal. Às vezes é preciso dizer as coisas como elas são.
E como dizia Eça de Queiroz, com a ironia fina que ainda hoje faz falta:
“Este Governo não cai porque não é um edifício. Este Governo só sai com benzina porque é uma nódoa.”
É uma metáfora. Uma crítica política dura, sim, mas política. O que verdadeiramente devia indignar é a incompetência, a falta de rumo, a arrogância e o afastamento das pessoas.
O resto? É espuma.
E a espuma, como sabemos, desaparece.
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