Os deputados do CHEGA Açores, Francisco Lima e Hélia Cardoso, estiveram hoje na Cooperativa FRUTER, na ilha Terceira, onde se inteiraram de todos os procedimentos que envolvem a produção, certificação, distribuição e exportação de banana regional.
Os parlamentares visitaram a FRUTER, a pedido da mesma, a propósito do Projecto de Resolução apresentado pelo CHEGA na Assembleia Legislativa Regional, que recomenda que o apoio do POSEI à banana possa também ser pago diretamente ao produtor. Um diploma que o CHEGA entende que vai permitir “mais concorrência e liberdade de escolha. No fundo, queremos liberalizar a economia – que é a matriz ideológica do CHEGA – e queremos que um produtor individual possa escolher estar ou não associado a uma Cooperativa, sem que por isso seja prejudicado nos apoios a receber”, referiu o deputado Francisco Lima.
O parlamentar indicou que a FRUTER manifestou alguma preocupação relativamente ao diploma do CHEGA, por poder trazer “algum facilitismo e até fraude a todo o processo”, mas o que é certo é que com a liberdade de escolha também tem de haver “salvaguarda da certificação e de todos os requisitos técnicos. A banana dos Açores tem uma qualidade extraordinária e não queremos perder este património, misturando banana de qualidade inferior”, reforçou.
Para Francisco Lima, o essencial é que cada produtor individual possa fazer a sua escolha e perceber se consegue “preparar toda a burocracia, fazer a limpeza e certificação, fazer a distribuição, fazer a comercialização e assumir quebras, ou se prefere que a Cooperativa faça isso tudo por ele, além de todo o apoio técnico que é dado”.
Francisco Lima assume que, “ao contrário de outros que apostam no socialismo ou na social-democracia/socialismo envergonhado, o CHEGA acha que a solução económica para o país e para a Região é o liberalismo, dentro de determinados limites – nomeadamente com o cumprimento de regras, com a não desvalorização do produto e com o valor acrescentado dado aos produtos”, tal como faz a FRUTER que, durante os picos de produção, consegue exportar o excedente de banana.
“O produtor tem de ter noção que, individualmente, tem de assumir também as perdas que existirem. Mas isso é a liberdade de escolha de cada um”, reforçou o parlamentar.
Angra do Heroísmo, 30 de Janeiro de 2025
CHEGA I Comunicação



