A Azores Airlines afundou-se financeiramente em 2024, com 10 rotas altamente deficitárias a arrastarem o grupo SATA para um prejuízo histórico de 82,8 milhões de euros. A informação foi revelada pelo próprio Governo Regional, forçado a admitir o descalabro após um requerimento do CHEGA.
Voos para Nova Iorque, Toronto, Boston, Londres e Milão continuam a ser operados, apesar de gerarem prejuízos colossais. O CHEGA acusa o Executivo de manter estas ligações apenas para manter aparências e proteger a imagem da companhia, ignorando o buraco financeiro que cresce à custa dos contribuintes açorianos.
Entre os fatores que agravaram as contas estão acordos laborais com custos inflacionados, alugueres de aviões externos, e indemnizações milionárias, como os 6,4 milhões pagos pelo A330 “Cachalote”, parado no chão.
Apesar de o Governo prometer um plano com 41 medidas de “sustentabilidade”, os resultados são nulos até agora. O grupo público está à deriva, sem rumo, e a confiança dos açorianos está por um fio. A fatura, como sempre, cai no colo dos cidadãos.
Fonte de áudio: Antena 1 Açores

