Um requerimento do CHEGA leva o Governo Regional a reconhecer falhas no acompanhamento da fibromialgia nos Açores e a admitir a necessidade de reavaliar a realização de um estudo epidemiológico. RTP Açores destaca resultados da iniciativa parlamentar.
Foi preciso o CHEGA Açores questionar o Governo Regional para que viessem a público dados preocupantes sobre a realidade da fibromialgia no arquipélago, uma doença crónica que afecta a qualidade de vida de muitos Açorianos.
Na sequência de um requerimento apresentado pelo Grupo Parlamentar do CHEGA, o Governo Regional reconheceu oficialmente a insuficiência de informação sobre a doença, a inexistência de um programa regional específico e a necessidade de ponderar a realização de um estudo epidemiológico.
A resposta do Executivo teve repercussão na RTP Açores, que destacou a iniciativa parlamentar do CHEGA e o reconhecimento das lacunas existentes.
Os números divulgados são significativos, apontando 15.858 utentes registados nos cuidados de saúde primários com um código associado a problemas de dor muscular, que inclui a fibromialgia, embora não seja possível determinar quantos têm efectivamente esta doença.
Entre Janeiro de 2023 e Maio de 2026, foram ainda identificados 393 doentes distintos com diagnóstico de fibromialgia associado a 535 episódios de internamento hospitalar.
A resposta governamental revela também que existem apenas quatro médicos reumatologistas em todo o Serviço Regional de Saúde, três em São Miguel e um na Terceira, enquanto o Hospital da Horta continua sem esta especialidade.
Também os tempos médios de espera por consultas de reumatologia também aumentaram, passando de 76 dias em 2023 para 121 dias em 2025.
Perante estes dados, o Governo Regional reconhece que é tecnicamente pertinente reavaliar a realização de um estudo epidemiológico e considera prioritário reforçar a formação clínica, reduzir os tempos de espera e melhorar o acesso à especialidade nas ilhas onde não existe reumatologia.
Para José Pacheco, esta resposta demonstra a importância da fiscalização parlamentar e da exigência de esclarecimentos ao Governo Regional.
O líder parlamentar do CHEGA Açores considera que não basta reconhecer os problemas, “é necessário conhecer a verdadeira dimensão da doença, garantir diagnósticos adequados e assegurar que os Açorianos, independentemente da ilha onde vivem, tenham acesso aos cuidados de saúde de que necessitam”.
O CHEGA destaca que o requerimento, agora com resposta do Governo, permitiu trazer a público informação relevante e colocar na agenda política a necessidade de uma resposta mais estruturada à fibromialgia. O Governo reconheceu as falhas, agora falta transformar esse reconhecimento em medidas concretas.
Para o CHEGA, fiscalizar, questionar e exigir respostas também é defender os Açorianos.

