Com o início do ano lectivo, começa também mais uma dor de cabeça para as escolas que, apesar de terem as vagas de professores ocupadas no quadro de ilha, muitos não chegam a pisar a ilha onde estão colocados.
Porque este é um assunto que todos os anos lectivos causa transtornos para as escolas e para os alunos – que ficam sem professores no início do ano – o CHEGA enviou um requerimento ao Governo Regional questionando quantos professores pertencentes ao quadro estão actualmente a exercer funções noutras ilhas dos Açores.
Para o CHEGA, não é razoável que existam lugares formalmente ocupados nos quadros de ilha por docentes que, ano após ano, exercem funções noutras ilhas, enquanto as escolas onde estão colocados continuam a procurar professores para assegurar o normal funcionamento das aulas.
Esta questão é mais preocupante nas ilhas mais pequenas, como a ilha das Flores, pelo que é também questionado quantos docentes do quadro daquela ilha estão, no ano lectivo 2026/2027, a trabalhar fora da ilha, quantos repetiram essa situação nos últimos três anos lectivos e quantos professores integrados nesse quadro nunca chegaram sequer a exercer funções efectivas nas Flores desde a sua integração.
Os deputados querem saber quantos docentes pertencem aos quadros de cada uma das nove ilhas e quantos estão actualmente a exercer funções fora da ilha a cujo quadro pertencem.
No requerimento são ainda questionados os actuais mecanismos de mobilidade e destacamento, nomeadamente os apoios actualmente existentes para deslocação, instalação e alojamento de docentes, querendo conhecer os respectivos montantes, condições de acesso, número de beneficiários e despesa realizada nos últimos três anos.
O CHEGA questiona ainda se o Governo está disponível para reforçar os apoios ao alojamento e à deslocação dos professores que aceitem exercer funções nas ilhas onde é mais difícil recrutar e fixar docentes.
“Não podemos exigir que um professor vá trabalhar para uma ilha como as Flores e depois deixá-lo sozinho a suportar os custos de deslocação e alojamento. Se queremos professores nas ilhas mais pequenas, temos de criar condições para que lá possam trabalhar e viver com dignidade”, defende o deputado José Paulo Sousa.
Para o parlamentar, “nas Flores, como em qualquer outra ilha, importa garantir que as escolas têm professores e que os alunos não ficam prejudicados pela falta de recursos humanos”, conclui.
Santa Cruz das Flores, 31 de Agosto de 2026
CHEGA I Comunicação

