O Grupo Parlamentar do CHEGA Açores pretende obter esclarecimentos urgentes sobre a situação das listas de espera para colocação em lares de idosos, os critérios de priorização utilizados e a articulação com o programa “Novos Idosos”.
Neste sentido, o CHEGA Açores deu entrada na Assembleia Regional dos Açores de um requerimento onde questiona o Governo Regional sobre o número de idosos actualmente em lista de espera, os tempos médios de espera, a evolução destes números nos últimos anos, bem como a capacidade instalada da rede de lares e os investimentos em curso.
Os parlamentares pretendem ainda saber como é feita a articulação com outras respostas, como os cuidados continuados, e que soluções são asseguradas em situações de urgência.
Para o Grupo Parlamentar do CHEGA Açores, é imperativo garantir uma resposta digna, célere e eficaz às necessidades da população idosa da Região, apelando ao Governo Regional para que assuma responsabilidades e apresente soluções concretas que acompanhem o aumento da procura.
Como explicou o deputado Francisco Lima, este requerimento surge num contexto de crescente envelhecimento demográfico na Região, realidade que tem vindo a expor fragilidades na rede de respostas sociais destinadas à população idosa.
O deputado adianta, ainda, que “em várias ilhas, a oferta existente revela-se manifestamente insuficiente face à procura, resultando em listas de espera prolongadas que geram preocupação entre famílias, cuidadores e autarquias”.
O CHEGA Açores alerta ainda para a falta de transparência nos critérios de priorização aplicados, questionando quais os parâmetros utilizados para determinar quem tem acesso a vaga em lar e em que condições.
“É fundamental que estes critérios sejam claros, uniformes e devidamente regulamentados, garantindo justiça e equidade no acesso a respostas sociais”, adverte Francisco Lima.
Paralelamente, o Grupo Parlamentar do CHEGA chama, também, a atenção para as limitações do programa “Novos Idosos”, que, embora importante para apoiar a permanência dos idosos no seu meio habitual, depende fortemente da disponibilidade de cuidadores informais. Quando essa capacidade falha, nomeadamente durante o período nocturno ou devido à degradação das condições de saúde do cuidador, torna-se essencial assegurar uma transição célere e eficaz para respostas institucionais, sob pena de colocar em risco a segurança e o bem-estar dos idosos.
Ponta Delgada, 11 de Agosto de 2026
CHEGA I Comunicação

