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QUANTO TEMPO VAI DEMORAR E QUEM VAI PAGAR OBRAS DO HOSPITAL DE PONTA DELGADA

É a dúvida que subsiste depois da apresentação do Programa Funcional do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) de Ponta Delgada: quando vão efectivamente avançar as obras, quem vai pagar todo o investimento e quando ficará pronto o novo hospital, que foi projectado para ser viável até 2050.
Estas foram as questões deixadas pelo líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, no final da reunião com o Presidente do Governo Regional e com a Secretária Regional da Saúde, para apresentar o Programa Funcional – realizado pela Antares Consulting – que define as obras fundamentais em cada área de requalificação e de criação de novos espaços assistenciais e não assistenciais do novo hospital.
José Pacheco destacou que o Programa Funcional apresentado parece abranger todas as áreas de remodelação e ampliação do HDES, no entanto, ressalvou que este foi um Programa projectado até 2050, depois de ouvidas todas as áreas técnicas e feito um estudo populacional. Ou seja, na prática, quando efectivamente se avançar com a obra e até estar concluída, este Programa pode já estar ultrapassado.
“Ainda falta o projecto de arquitectura, falta lançar os concursos públicos, as devidas contestações, atrasos, derrapagens, ou seja, podemos estar a falar de 5 a 10 anos até que se comece a assentar o primeiro bloco da obra. Isso é que nos preocupa. O maior hospital dos Açores continua parado”, referiu.
Depois, há a questão do financiamento das obras. “Falta saber quanto vai custar tudo, se podemos pagar ou se outros vão pagar. Há uma intenção do Governo Regional que seja a República a pagar, vamos ver se acontece”, já que a história recente mostra que o Governo da República não tem sido muito favorável aos Açores.
O parlamentar ressalvou, contudo, um recuo assumido agora pelo Governo Regional relativamente ao hospital modular. Na prática a estrutura modular vai ser integrada no projecto de remodelação e ampliação do HDES “e não vai ser desmontada”, como tinha sido anunciado anteriormente.
Também o serviço de hemodiálise, que o CHEGA já tinha denunciado ser claramente insuficiente para as necessidades e alertado que não seria prudente privatizar este serviço, vai dispor agora de um novo espaço com capacidade para 35 monitores, podendo esta ser aumentada para 40 monitores para acompanhamento contínuo dos doentes.
“O CHEGA está numa perspectiva construtiva. Queremos que as coisas avancem e só avançam com a verdade – que começa a aparecer, com o Programa Funcional, que nos agradou bastante – e não apenas com conversa e intenções”, concluiu José Pacheco.
Ponta Delgada, 17 de Julho de 2026
CHEGA I Comunicação

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